21/Sep/2026
Os preços do petróleo fecharam em queda pela terceira sessão consecutiva na sexta-feira (18/09), em uma sessão volátil, com o mercado monitorando as perspectivas de oferta da Arábia Saudita e os novos episódios de tensão envolvendo o Irã no Estreito de Ormuz. O Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, recuou 0,91% (US$ 0,95), para US$ 103,87 por barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para novembro, contrato mais líquido, caiu 1,18% (US$ 1,15), para US$ 96,08 por barril, enquanto o vencimento outubro perdeu 1,58% (US$ 1,61), para US$ 100,30 por barril. Na semana passada, o Brent acumulou baixa de 0,71%, enquanto o WTI para outubro subiu 0,25% e o contrato novembro avançou 0,15%.
A pressão sobre as cotações esteve associada às expectativas de que a Arábia Saudita consiga restabelecer, em poucos dias, cerca de metade da capacidade do oleoduto Leste-Oeste, danificado por um ataque nesta semana. Ao mesmo tempo, a Saudi Aramco informou a pelo menos dois clientes de refino na Europa que não fará alocações de petróleo bruto para entrega no próximo mês. A Dynamix Corporation avalia que a possibilidade de a Arábia Saudita ficar fora do mercado pode representar um novo fator de risco para os preços do petróleo, em um cenário que poderia ser o primeiro desde 1973. As tensões no Oriente Médio permaneceram no radar dos investidores. O Irã informou ter atingido o petroleiro Trend, de bandeira do Togo, sob a alegação de uma tentativa ilegal de atravessar o Estreito de Ormuz. Explosões também foram registradas na via navegável na sexta-feira (18/09), segundo o Al Hadath.
O mercado acompanha ainda a próxima etapa das negociações diplomáticas, com previsão de reunião do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com líderes dos países do Golfo nesta semana, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Nos Estados Unidos, os preços do diesel atingiram recorde de US$ 6,45 por galão, segundo a Associação Americana de Automóveis (AAA). A gasolina foi cotada a US$ 4,47 por galão, ante US$ 3,20 por galão há um ano, indicando forte aumento dos custos dos combustíveis no período. Na Ásia, as refinarias do Japão garantiram suprimentos suficientes de petróleo bruto até novembro, apesar das preocupações com a possibilidade de ampliação dos confrontos entre a Arábia Saudita e os Houthis. A informação foi divulgada pela Associação de Petróleo do Japão e reduz, no curto prazo, a pressão sobre o abastecimento das refinarias japonesas.