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17/Sep/2026

Petróleo: preços recuam com diálogo EUA-Houthis

Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira (16/09), pressionados pela reunião entre autoridades dos Estados Unidos e representantes dos Houthis e pela sinalização do grupo de que não pretende atacar navios norte-americanos. O movimento de baixa, contudo, foi limitado por novos relatos de ataques contra alvos na Arábia Saudita e pela continuidade das incertezas sobre a segurança da infraestrutura de transporte e produção de petróleo na região. Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para novembro caiu 2,69%, ou US$ 2,92, para US$ 105,83 por barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para outubro recuou 3,21%, ou US$ 3,40, para US$ 102,43 por barril. Autoridades dos Estados Unidos se reuniram com representantes dos Houthis em Omã no fim de semana, dias depois de a milícia apoiada pelo Irã assumir o controle de um trecho estratégico da costa do Mar Vermelho.

O contato diplomático contribuiu para reduzir parte do prêmio de risco incorporado às cotações do petróleo, embora os acontecimentos na Arábia Saudita tenham limitado o alívio. O grupo Houthi informou que o grupo atacou uma base aérea em Khamis Mushait e instalações da Saudi Aramco. Ao mesmo tempo, a Arábia Saudita trabalha para recuperar, nos próximos dias, cerca de metade da capacidade de transporte de um oleoduto que atravessa o país e teve operações interrompidas na semana passada após ataques com drones. A Saudi Aramco desenvolve um desvio para contornar o trecho danificado e permitir a retomada parcial do fluxo. O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, viajou na terça-feira (15/09) ao Cairo, no Egito, para buscar apoio contra os Houthis. Nesta quarta-feira (16/09), também permaneciam no radar informações de que o governo saudita teria recebido dados de inteligência de Israel por meio dos Estados Unidos.

Os preços do petróleo recuaram após terem alcançado o maior nível desde maio, refletindo a redução parcial das preocupações com uma escalada regional. O Citi avalia que o agravamento das tensões tende a sustentar os preços do petróleo e de seus derivados antes de uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz no quarto trimestre, cenário que dependeria do avanço da diplomacia regional. A instituição também considera que os acontecimentos recentes mostram que o processo de redução das tensões poderá ocorrer de forma irregular. Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo bruto recuaram 640 mil barris na semana encerrada em 11 de setembro, queda inferior à estimativa dos analistas, que apontava redução de 1,4 milhão de barris. A menor redução dos estoques, em relação ao esperado, também contribuiu para limitar a sustentação dos preços no mercado internacional.