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15/Sep/2026

Move Brasil: programa já financiou 50 mil carros

A linha especial de crédito para renovação de veículos de taxistas e motoristas de aplicativos financiou 50 mil automóveis, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O volume supera em mais de dez vezes a média de aquisição de veículos por esse público e contribuiu para o desempenho do setor automotivo. Dos R$ 30 bilhões disponibilizados para o programa, mais de R$ 5 bilhões já foram utilizados. Apesar de um início marcado por dificuldades de adesão, a contratação ganhou ritmo e o programa passa a ter caráter permanente após a sanção de uma lei pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dia antes do encerramento originalmente previsto da linha.

Entre os principais obstáculos para a expansão das operações estão as dificuldades de acesso ao sistema financeiro e as restrições de crédito. Parte do público-alvo não possui cadastro bancário ativo, o que limita a contratação de financiamentos. Além disso, parcela dos potenciais beneficiários está negativada e precisa regularizar a situação financeira, em muitos casos por meio do Desenrola, antes de obter o crédito. A capacidade de pagamento também restringe a adesão. A pressão sobre o orçamento familiar, principalmente entre motoristas que já acumulam dívidas, reduz a capacidade de aquisição de veículos novos.

Nesse contexto, a entrada gradual dos beneficiários no programa está relacionada ao caráter inédito da linha e ao perfil do público atendido. O fundo garantidor amplia a segurança das operações de crédito, enquanto a transformação da linha em política permanente tende a ampliar seu alcance ao longo do tempo. A continuidade do programa também pode favorecer a renovação da frota utilizada por profissionais que dependem do veículo como instrumento de trabalho. O BNDES considera esse tipo de financiamento um investimento produtivo, por estar diretamente associado à atividade profissional dos beneficiários, e não uma operação destinada ao consumo.

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal lideraram inicialmente a execução do programa, enquanto bancos privados e instituições vinculadas às montadoras passaram a participar em uma etapa posterior. A expansão da participação das instituições financeiras e a permanência do programa podem ampliar a oferta de crédito para taxistas e motoristas de aplicativos, desde que sejam reduzidas as barreiras relacionadas ao cadastro bancário, à inadimplência e à capacidade de pagamento. O desempenho inicial da linha indica demanda relevante por renovação de veículos, mas a efetividade futura dependerá da capacidade de incorporar o público que ainda permanece fora do sistema de financiamento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.