ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

08/Sep/2026

Carro Elétrico: Move Brasil utilizou 15,7% dos recursos

O programa Move Brasil, voltado a motoristas de aplicativos e taxistas, consumiu R$ 4,7 bilhões em financiamentos até a sexta-feira (04/09). O montante corresponde a 15,7% do teto de R$ 30 bilhões previsto para o financiamento da aquisição de veículos novos que atendam a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica, com recursos do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS). O programa é apontado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) como uma das variáveis que ajudam a explicar o aumento dos emplacamentos de veículos no País. Em julho, as vendas de veículos zero quilômetro cresceram 15% ante igual mês de 2025, para 279,6 mil unidades, no melhor resultado para o mês em 12 anos, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em agosto, as vendas avançaram 22,1%, para 275,1 mil unidades, no melhor desempenho para o mês em 13 anos.

Lançado em maio como parte das medidas do governo federal, o Move Brasil disponibiliza crédito para aquisição de veículos novos sustentáveis por profissionais do transporte remunerado privado individual de passageiros, incluindo motoristas de aplicativos, taxistas e cooperativas de táxi. O programa não estabelece um valor máximo para sua execução, mas prevê limite de até R$ 30 bilhões para o financiamento das compras. O programa tem contribuído para que trabalhadores deixem de utilizar veículos alugados, renovem automóveis e adquiram modelos mais novos, inclusive com o objetivo de elevar o valor cobrado pelas viagens. Na semana passada, o Congresso Nacional aprovou a medida provisória que instituiu o programa, na forma de projeto de lei de conversão, encaminhado para sanção presidencial. Entre as alterações aprovadas pelos parlamentares está a inclusão do transporte escolar entre os beneficiários das linhas de financiamento.

Em agosto, uma portaria conjunta do MDIC e do Ministério da Fazenda ampliou o preço máximo dos veículos elegíveis ao programa. O valor constante da nota fiscal de aquisição passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil. O governo ainda não possui um levantamento específico sobre a quantidade de veículos acima de R$ 150 mil adquiridos após a mudança e deverá avaliar os impactos da ampliação, já que essa segregação não era realizada anteriormente. O Conselho Monetário Nacional (CMN) realizou reunião extraordinária e ampliou o prazo máximo dos financiamentos de 72 meses, ou seis anos, para 84 meses, ou sete anos. Foi mantida a possibilidade de até seis meses de carência para o pagamento do principal. A demanda pelo programa vinha ficando abaixo das expectativas iniciais, o que levou o Ministério da Fazenda a identificar maior participação dos bancos públicos, especialmente Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, e menor apetite das instituições privadas pelas operações de financiamento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.