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03/Sep/2026

Açúcar: maior oferta deve pressionar preço na Índia

A indústria açucareira da Índia descarta risco de desabastecimento no mercado doméstico e projeta recuo expressivo dos preços no varejo nos próximos 7 a 10 dias. A Associação dos Fabricantes de Açúcar e Bioenergia da Índia (Isma) e a Federação Nacional das Cooperativas de Fábricas de Açúcar (NFCSF) avaliaram que as condições atuais de oferta são suficientes para atender à demanda interna. As cotações praticadas pelas usinas já recuaram para menos de 5.000 rúpias por quintal, equivalente a 100 libras, nas principais regiões produtoras do país. A queda dos preços na origem tende a se refletir no mercado varejista ao longo dos próximos dias, ampliando a pressão baixista sobre o açúcar destinado ao consumo doméstico. Medidas adotadas pelo governo indiano reforçam a disponibilidade do produto.

Entre elas está a autorização para que as refinarias comercializem cerca de 350 mil toneladas de estoques no mercado doméstico até outubro, aumentando a oferta disponível no curto prazo. Outro fator de suporte à oferta é o avanço das cotas de importação de açúcar com isenção de impostos. A combinação entre a liberação de estoques pelas refinarias e a maior flexibilidade para as importações reduz o risco de restrição de oferta e tende a limitar movimentos de alta dos preços no mercado interno. Com a oferta doméstica reforçada e os preços nas usinas abaixo de 5.000 rúpias por quintal, a expectativa das entidades do setor é de queda significativa das cotações no varejo dentro de 7 a 10 dias. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.