03/Sep/2026
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (02/09), sustentados pela continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas restrições ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. O petróleo WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 0,88%, equivalente a US$ 0,79, para US$ 91,01 por barril. O Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 1,04%, ou US$ 0,98, para US$ 95,63 por barril. As cotações oscilaram ao longo da sessão, mas consolidaram ganhos com a renovação das hostilidades no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Estreito de Ormuz está sob controle norte-americano e reiterou a proposta de alteração do nome da via marítima. O secretário de Estado, Marco Rubio, indicou a continuidade da pressão sobre o Irã.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, avalia que a postura dos Estados Unidos está reduzindo a importância estratégica do Estreito de Ormuz ao estimular países a considerar novas rotas de transporte e a construção de oleodutos para contornar a passagem marítima. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou que as forças iranianas realizaram ataques simultâneos contra bases norte-americanas no Kuwait, Jordânia, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Erbil, no Iraque. As ações provocaram manifestações de repúdio da Arábia Saudita e do Peru, que informou ter rompido relações diplomáticas com o Irã. O mercado de petróleo vem incorporando de forma crescente o risco associado à continuidade do conflito. Os relatos de ataques contra embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz ampliam o impacto potencial sobre a cadeia física de suprimento de petróleo, além da dimensão exclusivamente militar do conflito.
Na Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky cobrou uma reação mais firme dos aliados após novos ataques russos e solicitou o reforço dos sistemas de defesa aérea. A manutenção de tensões geopolíticas em diferentes regiões contribui para elevar o prêmio de risco incorporado aos preços internacionais do petróleo. No lado da oferta, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) provavelmente manterá inalterada sua política de produção para outubro na reunião prevista para o dia 6 de setembro. Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo contrariaram as expectativas do mercado e recuaram na semana anterior, conforme dados do Departamento de Energia norte-americano, contribuindo para dar suporte adicional às cotações.