01/Sep/2026
Os preços do açúcar na Bolsa de Nova York devem continuar encontrando resistência das fixações das usinas, apesar de um balanço global estruturalmente apertado. A XP Investimentos avalia que as vendas das unidades produtoras pressionaram as cotações no fim da semana passada e devem continuar limitando a alta, contrabalançando o viés construtivo determinado pelo balanço global mais ajustado. As perspectivas para a oferta reforçam, contudo, o viés de alta para o açúcar. As estimativas para a primeira quinzena de agosto indicam nova queda anual da produção do Centro-Sul do Brasil, enquanto a expectativa de uma safra menor na União Europeia e na Índia contribui para a percepção de maior aperto no mercado global.
No Brasil, o comportamento do mix de produção permanece como fator relevante para a formação das cotações. A XP Investimentos projeta crescimento da produção de etanol no Centro-Sul na primeira quinzena de agosto, impulsionado pela forte atividade industrial do etanol de milho. Em contrapartida, a melhora da remuneração do açúcar pode estimular as usinas a direcionar maior volume de cana para a produção da commodity nos próximos meses, limitando parte do aperto na oferta. No curto prazo, o mercado de etanol apresenta condições mais confortáveis. Os estoques do biocombustível continuam aumentando, enquanto a expectativa de maior produção na primeira quinzena de agosto exerce pressão sobre as cotações. Os preços do etanol entre R$ 2.300,00 e R$ 2.400,00 por metro cúbico, faixa considerada pouco atrativa pelas usinas, que vêm postergando as vendas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.