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01/Sep/2026

Combustíveis: alerta sobre refinarias privatizadas

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) defendeu nesta segunda-feira que a decretação da falência do Grupo Refit pela Justiça do Rio de Janeiro seja utilizada como alerta para ampliar a fiscalização sobre as refinarias privadas no Brasil. Para a entidade, o caso ocorre em um cenário de restrição internacional no abastecimento de combustíveis, agravada por guerras e ataques à infraestrutura de refino, o que aumenta a necessidade de avaliar a efetiva contribuição das unidades privadas para a produção e o abastecimento nacional.

O caso da Refit deve levar os órgãos de fiscalização a ampliar o monitoramento sobre outras refinarias privatizadas, incluindo a Refinaria de Manaus (Ream). A entidade questiona a atuação de unidades que, em vez de manter níveis relevantes de processamento, poderiam estar direcionadas a atividades de estocagem e a práticas relacionadas a fraudes tributárias. A antiga Refinaria Isaac Sabbá (Reman), vendida pela Petrobras ao Grupo Atem em 2022, passou a operar com forte redução do volume de refino após a privatização. A unidade processava cerca de 40 mil barris por dia entre 2020 e 2022, mas o volume caiu para menos de 10 mil barris por dia em 2024.

Em 2025, a refinaria deixou de receber petróleo de Urucu para processamento. Para a FUP, a situação reforça a necessidade de verificar se as refinarias privatizadas estão efetivamente cumprindo sua função estratégica de refino e abastecimento do País, especialmente em um ambiente internacional de maior vulnerabilidade na oferta de combustíveis e de restrições à movimentação de petróleo e à capacidade de processamento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.