28/Aug/2026
A montadora chinesa BAIC está iniciando operações no Brasil com plano de produção local, abertura de 50 concessionárias a cada seis meses e meta de alcançar uma posição entre as cinco maiores marcas do País. A companhia pretende estabelecer no Brasil sua maior operação fora da China. O lançamento do primeiro modelo, o Arcfox T1, hatch compacto 100% elétrico, está previsto para novembro, inicialmente em 50 revendas. Na sequência, a BAIC lançará o Arcfox T5, utilitário esportivo também elétrico, e ampliará a rede de distribuição para 150 pontos de venda até o fim de 2027. Os detalhes do projeto foram apresentados durante o Festival Interlagos, onde os dois modelos estão expostos. Os preços serão divulgados apenas no lançamento. Embora a estreia ocorra com veículos 100% elétricos, a BAIC pretende oferecer no Brasil um portfólio diversificado, com modelos de outras categorias e diferentes sistemas de motorização, incluindo híbridos e veículos a combustão.
O planejamento prevê o lançamento de um modelo a cada três meses. A meta inicial é posicionar a marca entre as dez mais vendidas do Brasil até 2028. Para isso, a montadora pretende ter dez produtos no mercado brasileiro e iniciar a produção local de alguns deles. Em uma segunda etapa, o objetivo é alcançar uma posição entre as cinco maiores marcas até 2030. Considerando o ranking de vendas de 2025, quando a Toyota ocupou a quinta colocação, a meta pressupõe vendas superiores a 170 mil veículos por ano, equivalentes a cerca de 7% do mercado brasileiro. Presente em mais de 130 países, incluindo a Argentina, e com vendas de 1,75 milhão de veículos no ano passado, a BAIC pretende fazer do Brasil sua maior operação fora da China.
Para estruturar a manufatura local, a empresa avalia três alternativas: construção de uma fábrica totalmente nova, em um projeto greenfield; aquisição de uma unidade industrial existente; ou locação de espaço de uma montadora já instalada. A decisão de produzir no Brasil já foi tomada e não dependerá do resultado das eleições nem da política industrial a partir do próximo ano. A equipe de manufatura já esteve no País para avaliar terrenos e alternativas para a instalação da operação. O plano de produção prevê importação de componentes, mas não apenas a montagem final de veículos parcialmente produzidos no exterior. A estratégia consiste em importar, no modelo peça a peça, os componentes sem similar nacional e acelerar a nacionalização daqueles que possuem disponibilidade no mercado brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.