26/Aug/2026
As usinas e refinarias de açúcar da Índia devem importar cerca de 500 mil toneladas de açúcar bruto, aproximadamente metade da cota de 1 milhão de toneladas autorizada pelo governo do país sem cobrança de tarifas. A redução nas intenções de compra ocorre após os preços domésticos do açúcar recuarem quase 20% em relação aos níveis recordes registrados na semana anterior, reduzindo a rentabilidade das operações de importação. A isenção tarifária foi concedida na semana anterior, com validade até 31 de outubro, como medida para ampliar a oferta e conter a alta dos preços no maior consumidor mundial de açúcar antes do período de festividades locais.
Com a forte queda das cotações internas, porém, a importação perdeu atratividade para as usinas, diante das margens mais estreitas e do risco de novas baixas dos preços domésticos até a chegada das cargas. O prazo entre a contratação das importações e a chegada do açúcar ao mercado indiano é estimado em cerca de dois meses. Nesse intervalo, uma eventual continuidade da queda das cotações internas poderá reduzir ainda mais a rentabilidade das operações e aumentar o risco comercial para importadores. Analistas e operadores de empresas globais de comercialização estimam que as compras indianas dificilmente superarão 500 mil toneladas. O volume deverá ser absorvido principalmente por refinarias localizadas em portos, que apresentam maior facilidade logística para receber e processar o açúcar bruto importado.
O Brasil deverá ser a principal origem do açúcar bruto adquirido pela Índia. A menor utilização da cota de importação reduz, contudo, o potencial de aumento da demanda indiana pelo produto brasileiro em relação ao volume inicialmente autorizado pelo governo. A revisão das intenções de compra ocorre em um mercado que passou de preços recordes para uma queda de quase 20% em curto período, alterando a relação entre o preço doméstico indiano e o custo de aquisição do açúcar no mercado internacional. A evolução das cotações internas até a chegada dos embarques será determinante para definir o volume efetivamente importado dentro da cota de 1 milhão de toneladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.