21/Aug/2026
O açúcar produzido em Minas Gerais passou a contar com uma rota de baixo carbono até o Porto de Santos (SP), combinando biometano, transporte rodoviário e ferrovia. A iniciativa reúne Bioenergética Aroeira, Gasgrid/ZEG Biogás, Aguetoni Transportes e VLI Logística e está em fase piloto, com movimentação estimada em 12 mil toneladas de açúcar por mês e potencial de expansão ao longo do segundo semestre. Para 2027, a expectativa é de que o fluxo alcance cerca de 200 mil toneladas. Na operação, caminhões abastecidos com biometano transportam o açúcar até o Terminal Integrador de Uberaba, administrado pela VLI. A partir do terminal, a carga é embarcada na Ferrovia Centro-Atlântica e segue até o Porto de Santos, onde é destinada à exportação.
O modelo combina transporte rodoviário movido por combustível renovável com a etapa ferroviária, ampliando a eficiência logística e reduzindo a intensidade de carbono do fluxo. O biometano utilizado nos caminhões é produzido a partir de resíduos da própria indústria sucroenergética. Os materiais passam por processos de biodigestão e purificação para transformação em combustível renovável, em uma planta desenvolvida pela Bioenergética Aroeira em parceria com a Gasgrid/ZEG Biogás. A utilização dos resíduos da cadeia produtiva permite integrar a geração de energia renovável ao transporte da própria carga. A etapa ferroviária contribui adicionalmente para a redução das emissões.
A VLI estima que o transporte sobre trilhos pode emitir até 75% menos CO2 por tonelada transportada em comparação com caminhões abastecidos com combustíveis de origem fóssil. A integração dos diferentes modais permite combinar o menor impacto ambiental do biometano no transporte rodoviário com a maior eficiência energética da ferrovia em longas distâncias. A iniciativa estrutura uma operação baseada em economia circular, geração local de combustível renovável e transporte multimodal. O aproveitamento de resíduos da produção sucroenergética para fabricação do biometano reduz a dependência de combustíveis fósseis e agrega uma alternativa de menor emissão ao escoamento do açúcar produzido em Minas Gerais para o mercado externo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.