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21/Aug/2026

Etanol: estimativa para safra 2027/2028 no Brasil

De acordo com a primeira estimativa da Hedgepoint Global Markets para a safra 2027/2028 no Brasil, a produção de etanol deve atingir o recorde de 39,4 bilhões de litros, mesmo em um cenário de maior direcionamento da cana-de-açúcar para a fabricação de açúcar. O avanço será sustentado pela expansão do etanol de milho, que deve responder por 12,8 bilhões de litros da oferta total. Do volume total projetado, 15,5 bilhões de litros serão de etanol anidro e 23,9 bilhões de litros de hidratado. A estimativa considera o avanço da produção de biocombustível a partir do milho, enquanto as usinas de cana enfrentam maior incentivo econômico para elevar a participação do açúcar no mix. Para o etanol de milho, a projeção de produção é de 4,6 bilhões de litros de anidro e 8,2 bilhões de litros de hidratado em 2027/28.

A expansão ganha relevância porque o açúcar atualmente apresenta remuneração entre 25% e 30% superior à do etanol, favorecendo a destinação de maior parcela da cana para a fabricação do açúcar nas unidades com flexibilidade industrial. Nesse cenário, o milho se consolida como principal vetor de crescimento da oferta de etanol, permitindo que a produção total avance mesmo com menor estímulo à fabricação do biocombustível a partir da cana. A trajetória acompanha a rápida expansão da indústria de etanol de milho no Brasil. O País conta atualmente com 29 usinas de etanol de milho em operação, ante 27 unidades registradas até abril ou maio, além de outras 27 plantas projetadas para os próximos anos. O consumo de milho pela indústria de etanol deve alcançar 28,5 milhões de toneladas em 2025/26, aumento de 5,5 milhões de toneladas ante a temporada anterior.

A maior mistura de etanol anidro à gasolina também reforça a demanda pelo cereal. A adoção do E30 está entre os fatores que sustentam o avanço do consumo, enquanto uma eventual elevação para E32 poderia acrescentar cerca de 1,5 milhão de toneladas de milho por ano à demanda do setor, equivalente a aproximadamente 700 mil toneladas durante os 180 dias inicialmente previstos. A combinação entre expansão da capacidade instalada, maior utilização de milho e aumento da mistura obrigatória amplia o peso estrutural do cereal na matriz brasileira de etanol. A oferta adicional de biocombustível à base de milho tende a permitir que a produção total alcance novo recorde em 2027/28, mesmo diante da atual vantagem econômica do açúcar sobre o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.