14/Aug/2026
O novo marco regulatório para o combustível sustentável de aviação (SAF) cria uma demanda potencial para o produto no Brasil, mas a consolidação desse mercado dependerá da capacidade de oferta e, principalmente, da relação entre o custo de produção do combustível sustentável e as alternativas disponíveis para cumprimento das metas ambientais. A estrutura regulatória amplia a perspectiva de desenvolvimento de uma cadeia nacional de SAF, mas o diferencial de custo em relação ao combustível convencional permanece como um dos principais desafios para a expansão da oferta e da demanda.
A necessidade de investimentos em capacidade produtiva, infraestrutura e matérias-primas também será determinante para a formação dos preços e para a velocidade de crescimento do mercado. Nesse contexto, os créditos de carbono podem assumir papel relevante na equação econômica do SAF. A geração e a comercialização desses créditos podem reduzir parcialmente o custo líquido do combustível sustentável e melhorar a competitividade dos projetos, especialmente em um cenário de preços elevados do produto em relação ao combustível fóssil. A evolução do mercado dependerá, portanto, da combinação entre exigências regulatórias, disponibilidade de SAF, custos de produção, preços do combustível convencional e valorização dos créditos de carbono.
Quanto maior o diferencial de custo entre o SAF e o combustível de aviação convencional, maior tende a ser a importância dos mecanismos de compensação ambiental e dos créditos de carbono para viabilizar os investimentos. No Brasil, a existência de matérias-primas com potencial para produção de combustíveis sustentáveis, associada à expansão das políticas de descarbonização do setor aéreo, cria condições para o desenvolvimento de uma cadeia de SAF. A capacidade de transformar essa demanda regulatória em projetos economicamente viáveis será, contudo, determinante para a consolidação do mercado. Fonte: Capital Reset. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.