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06/Aug/2026

Petróleo: guerra eleva lucros de grandes petroleiras

O prolongamento do conflito no Irã continua sustentando preços elevados do petróleo e favorecendo o desempenho financeiro das principais companhias globais de energia. O cenário de restrições à oferta e de elevada volatilidade no mercado internacional tem ampliado as receitas e os lucros das grandes petroleiras, ao mesmo tempo em que pressiona os custos de combustíveis e transporte em diversos países. As seis maiores empresas petrolíferas da Europa registraram lucro combinado de US$ 22 bilhões no primeiro trimestre, resultado superior em mais de 40% ao observado no mesmo período do ano anterior. Entre os destaques, a BP informou lucro de US$ 3,9 bilhões no segundo trimestre, mais que o dobro do registrado um ano antes.

Na Arábia Saudita, a Saudi Aramco reportou lucro líquido de US$ 32,7 bilhões no segundo trimestre, avanço de 44% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado pela valorização do petróleo bruto, dos derivados refinados e dos produtos petroquímicos. Os resultados seguem a divulgação dos balanços das principais produtoras de petróleo dos Estados Unidos, que também apresentaram forte expansão dos lucros. A Exxon Mobil registrou lucro de US$ 14,5 bilhões no segundo trimestre, o dobro do apurado no mesmo período do ano anterior, impulsionado por produção recorde de diesel. A receita da companhia alcançou US$ 116 bilhões, crescimento de 42%. A Chevron informou lucro de US$ 12 bilhões, quase quatro vezes superior ao registrado um ano antes, enquanto sua receita avançou 56%, superando US$ 70 bilhões.

A manutenção dos preços elevados do petróleo vem pressionando os custos da gasolina, do diesel e do combustível de aviação, refletindo diretamente nas despesas com transporte e logística. O impacto é observado em diversas economias, enquanto países asiáticos apresentam situação mais sensível devido à elevada dependência das importações de petróleo transportadas pelo Estreito de Ormuz. Em algumas nações da região, a redução dos estoques de combustíveis levou à adoção de medidas de racionamento e ao fechamento temporário de escolas e repartições públicas. Embora as cotações internacionais do petróleo tenham recuado nos últimos dias, o mercado permanece acima dos níveis observados antes do início do conflito. A cotação permanece mais de 13% acima do nível registrado no início do conflito.

O fechamento parcial do Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros continua sendo um dos principais fatores de sustentação das cotações internacionais. Aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente normalmente transita por esse corredor marítimo, tornando a região estratégica para o abastecimento mundial de energia. Uma eventual resolução do conflito, que já supera cinco meses de duração, poderá normalizar o fluxo de embarcações no Golfo Pérsico, reduzindo os riscos logísticos e contribuindo para maior estabilidade no mercado internacional de petróleo. O ambiente de preços elevados também impulsionou o desempenho das ações das principais companhias petrolíferas, que acumulam valorização entre 20% e 30% em 2026, superando o avanço de 13% registrado pelo índice S&P 500 no mesmo período. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.