05/Aug/2026
Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), o abastecimento de combustíveis no Brasil permanece normal, sem expectativa de desabastecimento no curto prazo, apesar das incertezas relacionadas à reabertura do Estreito de Ormuz e aos reflexos sobre o mercado internacional de derivados de petróleo. No entanto, há continuidade da pressão sobre os preços do diesel para as distribuidoras. O mercado brasileiro segue sendo monitorado diariamente em conjunto com as distribuidoras, sem indicação de dificuldades de abastecimento pelos próximos 60 dias. O principal fator de atenção permanece sendo o comportamento do crack spread, indicador que representa a diferença entre os preços do petróleo bruto e dos derivados refinados.
Essa diferença, que em determinados momentos pode alcançar US$ 30,00 por barril, encontra-se atualmente próxima de US$ 5,00 por barril, mantendo pressão sobre os custos de aquisição dos combustíveis. Caso os preços internacionais permaneçam elevados por um período prolongado, poderá ser necessária a adoção de instrumentos de apoio ao mercado, incluindo mecanismos de subvenção. No final de julho, o governo prorrogou por 30 dias a subvenção destinada à gasolina, enquanto o subsídio de R$ 1,12 por litro para o diesel não foi estendido. O IBP considera que haveria capacidade fiscal para manter esse mecanismo, citando o aumento de 370% na arrecadação de royalties e participações especiais nos últimos seis meses como fonte potencial de recursos, sem necessidade de recorrer ao Imposto de Exportação sobre o petróleo.
No cenário internacional, o Brasil vem ampliando as compras de derivados da Índia, movimento associado à reorganização do mercado global após a interrupção das exportações russas determinada pelo governo daquele país. Parte dos produtos comercializados pela Índia tem origem na China, enquanto outro volume relevante é fornecido por refinarias localizadas na região do Golfo do México, nos Estados Unidos. A diversificação das origens de fornecimento ganha importância em um período de aumento sazonal da demanda por diesel no mercado brasileiro, impulsionada pelo avanço das atividades agrícolas. As restrições globais de oferta tendem a persistir e que o Brasil deverá continuar acompanhando os desdobramentos do mercado internacional de combustíveis, considerando seus potenciais impactos sobre preços e abastecimento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.