04/Aug/2026
Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta segunda-feira (03/08) em forte queda nos mercados internacionais, refletindo a expectativa de redução das tensões no Oriente Médio após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível retomada das negociações com o Irã. O contrato do petróleo WTI para setembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), caiu 5,11% (US$ 4,33), encerrando a US$ 80,34 por barril. O Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 4,73% (US$ 4,16), fechando a US$ 83,77 por barril. A pressão sobre as cotações ganhou força depois que Trump informou ter cancelado um ataque planejado contra a infraestrutura energética iraniana e manifestou intenção de iniciar tratativas com o Irã.
No entanto, ao longo do dia, o mercado reduziu parte das perdas após novas declarações do presidente norte-americano e diante da ausência de confirmação de negociações formais entre os dois países. Autoridades norte-americanas informaram que existem apenas contatos indiretos entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, conduzidos por mediadores. Do lado iraniano, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que as conversas em andamento ocorrem exclusivamente com Omã e têm como objetivo discutir uma rota temporária para garantir a navegação no Estreito de Ormuz, sem negociação para encerrar o conflito.
Segundo avaliação da StoneX, o movimento de baixa refletiu principalmente a percepção dos investidores de que uma eventual retomada do diálogo entre os dois países poderia reduzir os riscos de interrupções no fornecimento global de petróleo. Apesar desse cenário, as tensões na região permanecem elevadas. Dados de monitoramento marítimo indicam que seis superpetroleiros sauditas alteraram suas rotas para contornar o sul da África após ameaças de ataques por parte dos Houthis do Iêmen. O tráfego marítimo continua reduzido tanto no Estreito de Ormuz quanto em Bab el-Mandeb, refletindo a cautela dos operadores diante da instabilidade geopolítica.