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28/Jul/2026

Açúcar: preços estáveis e comercialização pontual

Em São Paulo, os preços do açúcar cristal branco seguem oscilando, com recuos no início da semana passada e recuperação firme no final do período. De modo geral, os compradores aguardam baixas nos valores diante da expectativa de aumento na disponibilidade do produto, e os negócios têm sido pontuais. A média do Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal branco, cor Icumsa de 130 a 180, é de R$ 91,97 por saca de 50 Kg, alta de apenas 0,15% nos últimos sete dias (R$ 91,82 por saca de 50 Kg). No campo produtivo, dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgados no dia 20 de julho, mostram que a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro somou 31,15 milhões de toneladas na segunda quinzena de junho, queda de 28,4% frente ao mesmo período do ciclo anterior, reflexo das chuvas atípicas que dificultaram os trabalhos de campo no período.

O retorno do tempo mais seco em julho, contudo, tem favorecido a retomada do ritmo de colheita na maior parte da região, embora precipitações acima da média ainda interrompam pontualmente as atividades em áreas do Paraná e de Mato Grosso do Sul, segundo monitoramento da EarthDaily. No campo climático, análises indicam que o El Niño tende a ser, em grande parte, favorável à cana-de-açúcar no Centro-Sul: as chuvas mais frequentes previstas para o segundo semestre devem beneficiar o desenvolvimento dos canaviais e a produtividade, tanto no restante da safra 2026/27 quanto na temporada seguinte. Por outro lado, o excesso de precipitação pode atrasar a colheita e limitar o avanço do ATR, com os efeitos mais característicos do fenômeno esperados a partir de setembro.

Na Bolsa de Nova York, o contrato nº 11 (Outubro/2026) se mantém praticamente estável (+0,54%) nos últimos sete dias, mantendo-se na faixa de 14,50 e 15,00 centavos de dólar por libra-peso. As forças baixistas de oferta corrente e as altistas de risco climático futuro eram aproximadamente simétricas em magnitude esperada, de modo que a resultante tende a zero. Mas essa explicação, sozinha, não é completa (mercados raramente ficam parados só porque as forças "se anulam"; normalmente uma delas prevalece por alguns dias). O que impediu isso foi o segundo mecanismo, mais decisivo: quase toda a informação da semana era confirmatória.

O El Niño já vinha sendo precificado pelo mercado internacional desde meados de junho; a recuperação das monções indianas era gradual e antecipada; o aumento do anidro já fora anunciado dias antes. Num mercado minimamente eficiente, o preço reage ao desvio frente à expectativa, não ao fato em si; e uma semana composta de incrementos que apenas ratificam o consenso é, por consequência, uma semana sem deslocamento nas cotações. Em São Paulo, no atacado, o Indicador do Cristal Empacotado está cotado a R$ 11,60 por saca de 5 Kg, alta de 1,48% nos últimos sete dias. O açúcar refinado amorfo está cotado a R$ 2,56 por saca de 1 Kg, aumento de 2,69% no mesmo comparativo. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.