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24/Jul/2026

Etanol: estudos sustentam adoção da mistura E32

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) manifestou apoio à decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de elevar de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, destacando que a medida foi fundamentada em um processo transparente e respaldado por avaliações técnicas. Segundo a entidade, a adoção do E32 representa uma alternativa economicamente, energeticamente e ambientalmente vantajosa, ao ampliar a substituição de gasolina de origem fóssil, em parte importada, por etanol produzido no Brasil, combustível de menor intensidade de carbono e cuja compatibilidade com a frota nacional foi comprovada tecnicamente.

A ampliação da mistura contribui para reduzir a exposição do Brasil às oscilações do mercado internacional de petróleo, ao mesmo tempo em que fortalece a geração de renda, investimentos e empregos na cadeia produtiva nacional de biocombustíveis. A decisão foi precedida por um amplo programa de ensaios técnicos destinado a avaliar os efeitos da utilização do E32 na frota brasileira. Os estudos envolveram 16 veículos leves e 13 motocicletas representativos do parque circulante nacional. Entre os automóveis analisados, foram incluídos modelos produzidos entre 1994 e 2024, todos movidos exclusivamente a gasolina. Os testes avaliaram parâmetros como desempenho, consumo de combustível, partida a frio, dirigibilidade, aceleração e funcionamento dos sistemas eletrônicos de gerenciamento do motor.

Os resultados não identificaram impactos relevantes decorrentes da utilização da mistura com 32% de etanol anidro nos veículos avaliados, fornecendo o embasamento técnico que subsidiou a deliberação do CNPE. A regulamentação da medida preserva o teor nominal de 32% de etanol anidro na gasolina, eliminando qualquer margem de tolerância detectável pelos mecanismos de fiscalização. Com isso, a gasolina comercializada deverá permanecer em conformidade com a especificação técnica utilizada nos estudos que fundamentaram a aprovação da nova mistura, sem autorização para comercialização de combustíveis com percentual superior ao limite nominal estabelecido. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.