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22/Jul/2026

Petróleo: futuros sobem com tensão no Oriente Médio

Os contratos futuros de petróleo encerraram a sessão desta terça-feira (21/07) em alta, refletindo o aumento das preocupações com a segurança do abastecimento global diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O mercado reagiu às ameaças do grupo Houthi contra a navegação comercial no Estreito de Bab-el-Mandeb, rota estratégica para o transporte internacional de petróleo e derivados. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para setembro avançou 2,25%, equivalente a US$ 1,86 por barril, encerrando a US$ 84,34 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para setembro registrou alta de 2,00%, ou US$ 1,79, fechando a US$ 91,01 por barril.

O movimento foi impulsionado após os Houthis orientarem empresas de navegação a evitarem operações em portos sauditas, alertando para a possibilidade de ataques a embarcações envolvidas nessas atividades. A medida amplia os riscos para o tráfego marítimo no Estreito de Bab-el-Mandeb, importante corredor alternativo ao Estreito de Ormuz para o escoamento da produção de petróleo do Oriente Médio. A Agência Internacional de Energia (AIE) também reforçou as preocupações com a segurança energética global. As ameaças simultâneas ao Estreito de Ormuz e ao Bab-el-Mandeb aumentam os riscos para o abastecimento internacional de energia, embora o mercado ainda conte com fatores de compensação, como maiores exportações de produtores do Golfo, dos Estados Unidos, do Brasil, da Venezuela e do Cazaquistão, além da utilização de estoques estratégicos pelos países membros da agência.

As incertezas geopolíticas também elevaram as projeções para os preços do petróleo. O Goldman Sachs indicou que, em um cenário de interrupção prolongada do fluxo pelo Estreito de Ormuz, a cotação do Brent poderá superar US$ 120,00 por barril no quarto trimestre de 2026, refletindo um aumento expressivo do prêmio de risco associado à oferta global. Apesar de surgirem relatos sobre possíveis iniciativas de mediação envolvendo o Irã, o mercado permaneceu cauteloso. A percepção predominante é de que eventuais negociações ainda não reduzem significativamente os riscos de interrupções no fornecimento de petróleo, mantendo elevada a volatilidade dos mercados internacionais de energia.