21/Jul/2026
Segundo levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a forte volatilidade do mercado internacional de petróleo ampliou a defasagem entre os preços dos combustíveis praticados no Brasil e as cotações de referência no mercado externo. No fechamento de 17 de julho, com o petróleo próximo de US$ 90,00 por barril, o preço do diesel comercializado pela Petrobras apresentava defasagem de 65% em relação ao mercado internacional, enquanto a gasolina registrava diferença de 56%. Apesar desse descolamento, os preços dos combustíveis nos postos brasileiros permaneceram praticamente estáveis.
Fatores como o programa de subvenção do governo para derivados, o aumento da produção da Petrobras e a elevação da participação do etanol na mistura da gasolina têm reduzido a transmissão da volatilidade internacional ao mercado doméstico. A Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, que adota reajustes semanais baseados na paridade de importação (PPI), também encerrou o período com preços inferiores aos praticados no mercado internacional. A gasolina e o diesel comercializados pela empresa apresentavam diferença de aproximadamente 6% abaixo da referência externa, mesmo diante da forte oscilação das cotações internacionais do petróleo. Entre os fatores que sustentam a valorização da commodity estão o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e os ataques da Ucrânia à infraestrutura energética da Rússia, que restringem a oferta de petróleo e derivados ao mercado internacional, incluindo limitações às exportações russas de diesel.
Para igualar os preços domésticos às referências internacionais, a Petrobras precisaria elevar o preço do diesel em R$ 2,11 por litro e o da gasolina em R$ 1,37 por litro. No caso da Acelen, a diferença estimada seria de R$ 0,31 por litro para o diesel e de R$ 0,21 por litro para a gasolina. Levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie) indica cenário semelhante, apontando que o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) é o único combustível comercializado no Brasil acima da média internacional, com prêmio de 17%. Em contrapartida, a gasolina apresentava preço 33,7% inferior ao mercado externo, enquanto o diesel era negociado com desconto de 37,9%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.