21/Jul/2026
Toyota e BMW, em parceria com a Repsol e a Bosch, iniciaram um projeto-piloto de seis meses para avaliar o uso de gasolina renovável como alternativa para reduzir emissões de veículos com motores a combustão sem necessidade de alterações na engenharia atual. A iniciativa busca ampliar o uso de combustíveis de menor impacto ambiental como complemento ao avanço da eletrificação da frota. Cada empresa envolvida terá uma função específica no desenvolvimento dos testes. A Bosch fornecerá a tecnologia Digital Fuel Twin, responsável pelo monitoramento do consumo ao longo da cadeia de suprimentos e pela verificação do uso de combustível renovável certificado pelos veículos. A Repsol será responsável pelo fornecimento da Nexa 95, gasolina renovável utilizada nos testes. Toyota e BMW disponibilizarão aproximadamente 20 veículos, que serão abastecidos com o combustível em diferentes regiões da Espanha, onde o produto já está disponível comercialmente.
A gasolina renovável apresenta composição química semelhante à gasolina convencional, mas utiliza matérias-primas renováveis em sua produção, como óleo de cozinha usado e resíduos agrícolas, em substituição ao petróleo bruto. Assim como os combustíveis fósseis, a gasolina renovável libera dióxido de carbono (CO2) durante a combustão. A diferença está na origem do carbono emitido, que integra o ciclo biogênico das matérias-primas utilizadas na fabricação do combustível, reduzindo a pegada de carbono em comparação com derivados fósseis. Outro fator apontado como vantagem é a possibilidade de utilização da gasolina renovável na infraestrutura de abastecimento existente e nos motores atuais, sem necessidade de adaptações mecânicas nos veículos. A Toyota historicamente defende uma estratégia de descarbonização baseada em diferentes tecnologias, além da eletrificação completa.
A BMW também avalia que a transição para veículos de baixa emissão deve incluir diferentes soluções tecnológicas, sem depender exclusivamente dos modelos elétricos. Na União Europeia, a legislação aprovada em 2023 estabeleceu o fim da venda de veículos novos movidos exclusivamente por combustíveis fósseis a partir de 2035. O bloco, entretanto, passou a discutir ajustes e flexibilizações na política, mantendo a meta de redução das emissões no transporte e ampliando o espaço para alternativas complementares, como combustíveis renováveis de baixo carbono. Os resultados do projeto-piloto serão compartilhados pelas empresas com legisladores europeus. A expectativa é demonstrar que combustíveis renováveis podem contribuir para reduzir as emissões da frota já em circulação enquanto a eletrificação avança de forma gradual com a renovação do mercado automotivo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.