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21/Jul/2026

Raízen vende Usina Caarapó/MS para Adecoagro

A Raízen anunciou um contrato para vender a Usina Caarapó, em Caarapó (MS), e ceder cana-de-açúcar própria e contratos com fornecedores vinculados à unidade para a Adecoagro Vale do Ivinhema. Segundo a companhia, a operação envolve ativos que processaram aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de cana na safra 2025/26. O valor total estimado da transação é de R$ 760 milhões, com pagamento à vista na data de conclusão, sujeito a ajustes. A Raízen afirmou que a venda está alinhada à estratégia de otimização do portfólio, simplificação das operações e captura de eficiências, com foco na melhora da rentabilidade do portfólio agroindustrial. Após a conclusão, a empresa passará a operar 23 usinas, com capacidade instalada de moagem de cerca de 69 milhões de toneladas por safra. Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a conclusão do negócio está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao cumprimento de outras condições precedentes.

Para o Citi, a venda da Usina Caarapó para a Adecoagro fortalece o caixa da companhia e reduz a complexidade operacional de seu portfólio, mas não deve ser suficiente para melhorar de forma significativa sua estrutura de capital, avaliou em relatório. Embora a operação seja positiva, o valor obtido é insuficiente para ajudar a empresa a reduzir sua alavancagem financeira. A negociação faz parte do movimento de otimização do portfólio da Raízen. Com a conclusão da venda, a companhia deixará de ter operações industriais em Mato Grosso do Sul e passará a operar 23 usinas, com capacidade total de moagem de cerca de 69 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Para a Adecoagro, em contrapartida, o Citi considera a aquisição uma oportunidade atrativa de expansão. A Usina Caarapó moeu cerca de 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2025/26 e está localizada a aproximadamente 100 quilômetros das unidades Angélica e Ivinhema, também da empresa, o que amplia as sinergias operacionais. Com a incorporação do ativo, a capacidade de moagem da companhia aumentará cerca de 24%, para aproximadamente 17,7 milhões de toneladas por safra.

Além do ganho operacional, o banco destaca que o ativo foi adquirido por um preço considerado atrativo, equivalente a aproximadamente US$ 42,00 por tonelada de capacidade de moagem de cana-de-açúcar. Segundo o Citi, o múltiplo foi inferior ao observado nas transações mais recentes do setor, tornando a operação "uma boa oportunidade para aumentar sua capacidade de moagem de cana-de-açúcar. Apesar da avaliação positiva sobre a aquisição, o Citi pondera que os fundamentos do segmento de açúcar e etanol continuam mistos. O banco observa uma tendência de enfraquecimento para o mercado de etanol, em virtude do aumento da produção doméstica, enquanto os preços do açúcar podem encontrar suporte com a perspectiva de ocorrência do fenômeno El Niño e seus possíveis impactos negativos sobre a produção global. Em compensação, os analistas alertam que o crescimento da demanda por açúcar pode perder força, citando como um dos fatores a expansão do uso de medicamentos para perda de peso, que tende a reduzir o consumo do produto. Fonte: Broadcast Agro.