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20/Jul/2026

Combustíveis: subsídio mantido até queda do petróleo

O governo federal pretende retirar os subsídios aos combustíveis assim que os preços internacionais do petróleo retornarem a um cenário de normalidade, mantendo, entretanto, o monitoramento permanente da evolução do conflito envolvendo o Irã e seus potenciais efeitos sobre a economia brasileira. A avaliação é de que o ambiente permanece marcado por elevada incerteza, o que exige prontidão para adoção de medidas de mitigação caso ocorram novos impactos sobre a atividade econômica.

Segundo o Ministério da Fazenda, a volatilidade do mercado internacional de petróleo pode elevar a arrecadação pública por meio do aumento das receitas provenientes de royalties e tributos associados ao setor. Apesar desse possível efeito positivo sobre as contas públicas, a equipe econômica considera que a política fiscal não pode se limitar ao ganho de arrecadação, uma vez que a elevação dos preços dos combustíveis pode comprometer a atividade econômica, pressionar custos logísticos, afetar o escoamento da produção agropecuária, elevar despesas do transporte público e ampliar o risco de paralisações no transporte de cargas.

A estratégia do governo é preservar o compromisso com o equilíbrio fiscal, buscando melhorar o resultado das contas públicas ao longo do ano, sem deixar de implementar medidas destinadas a reduzir os impactos econômicos decorrentes do cenário geopolítico. Nesse contexto, as subvenções atualmente concedidas aos combustíveis permanecem sob avaliação contínua e serão mantidas enquanto persistirem as incertezas relacionadas ao comportamento do mercado internacional de petróleo. A equipe econômica reiterou que o objetivo é encerrar os subsídios assim que houver recuo consistente das cotações internacionais do petróleo, restabelecendo o funcionamento normal da política de preços. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.