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17/Jul/2026

Etanol: governo defende viabilidade técnica do E32

O governo federal mantém avaliação de que a elevação temporária da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32) possui viabilidade técnica, econômica e ambiental. A medida, aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), entra em vigor em 1º de agosto de 2026 e terá duração inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período. O posicionamento ocorre após o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitar apuração de possíveis irregularidades relacionadas à alteração da política energética, considerando as repercussões do conflito entre Estados Unidos e Irã. Integrantes do governo avaliam o questionamento como parte do processo de controle institucional. A representação ainda depende da análise dos critérios de admissibilidade pelo TCU.

A Corte de Contas avaliará a existência de elementos suficientes para eventual prosseguimento da apuração. Parecer técnico do Ministério de Minas e Energia (MME) aponta que testes realizados confirmaram a adequação técnica da elevação do teor de etanol anidro na gasolina. Os ensaios foram conduzidos em ambiente controlado e com metodologia reconhecida, indicando segurança para a alteração da mistura. As projeções para a safra 2026/27 apontam que a produção nacional de etanol será suficiente para atender ao aumento da demanda provocado pelo E32, sem comprometer o abastecimento interno. A mudança deverá gerar consumo adicional estimado em aproximadamente 600 milhões de litros de etanol durante o período de vigência da medida, equivalente a um aumento de cerca de 4% sobre a demanda atual destinada à mistura.

Em relação aos preços, a maior participação do biocombustível na gasolina C tende a reduzir o custo médio do combustível ao consumidor. A estimativa apresentada pelo Ministério de Minas e Energia indica redução de aproximadamente R$ 0,03 por litro da gasolina comercializada nas bombas, considerando as condições atuais de mercado. No aspecto ambiental, o aumento da mistura deve contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, com substituição parcial de combustível fóssil por um biocombustível de menor intensidade de carbono. As projeções do MME indicam redução de aproximadamente 552 mil toneladas de CO₂ equivalente durante o período considerado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.