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16/Jul/2026

Petróleo: vendas do Brasil à China batem recorde

Segundo levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), as exportações brasileiras de petróleo para a China alcançaram US$ 15,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, recorde para o período. O valor representa mais que o dobro das vendas brasileiras para a Argentina no mesmo intervalo, de US$ 7,3 bilhões, e supera em 62% a receita obtida com os embarques de petróleo ao mercado chinês no primeiro semestre de 2025. O desempenho foi sustentado pelo aumento de 41% no volume exportado e pela valorização de 15,7% no preço do produto. Os meses de março, abril e junho de 2026 registraram os maiores faturamentos mensais da série histórica do CEBC, iniciada em 1997. O avanço das vendas ocorreu em um cenário de maior demanda chinesa por fornecedores considerados mais estáveis, diante das tensões no Oriente Médio, região tradicionalmente relevante para o abastecimento de petróleo da China.

Nesse ambiente, o Brasil ganhou espaço como alternativa para ampliar a segurança de fornecimento do mercado asiático. A China respondeu por 54% das exportações brasileiras de petróleo no primeiro semestre, participação quase sete vezes superior à da Índia, segundo principal destino, com 8%. Em junho, as vendas mensais brasileiras de petróleo ao país asiático atingiram US$ 3,02 bilhões, reforçando a relevância do produto na pauta comercial bilateral. Entre os Estados brasileiros, o Rio de Janeiro liderou as exportações destinadas à China, com US$ 13,6 bilhões, equivalente a 23,3% do total nacional enviado ao mercado chinês. O petróleo representou 94% das vendas fluminenses e o Estado respondeu por 84% de todo o petróleo exportado pelo Brasil para o país asiático.

Além do petróleo, a China manteve a posição de principal compradora de commodities brasileiras. No primeiro semestre, o país absorveu 69,5% das exportações brasileiras de soja, 68,6% do minério de ferro e 53% da carne bovina, mantendo elevada concentração das vendas externas brasileiras em produtos básicos. No total, as exportações brasileiras para a China cresceram 22% no primeiro semestre de 2026, alcançando US$ 58,3 bilhões, maior valor já registrado para o período. Soja, minério de ferro e petróleo representaram 76,5% das vendas ao mercado chinês e contribuíram para um desempenho superior ao observado com outros parceiros comerciais, como União Europeia, com alta de 12,8%, Estados Unidos, com queda de 13%, e Argentina, com retração de 19%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.