15/Jul/2026
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14/07), a elevação temporária do percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina comercializada no Brasil, de 30% para 32%. A medida terá validade inicial de 180 dias, com possibilidade de uma única prorrogação pelo mesmo período. A decisão havia sido anunciada anteriormente pelo Ministério de Minas e Energia (MME), mas dependia da aprovação do colegiado formado por representantes de 17 ministérios. Segundo o MME, a ampliação da mistura poderá reduzir a necessidade de importação de gasolina pelo Brasil em aproximadamente 900 milhões de litros por ano.
A Lei do Combustível do Futuro estabelece que alterações no percentual obrigatório de etanol na gasolina devem ser precedidas por avaliações técnicas sobre a viabilidade da mistura nos veículos automotores. O MME informou que testes realizados em veículos indicaram ausência de impactos relevantes sobre desempenho, dirigibilidade, emissões ou consumo de combustível, demonstrando capacidade de adaptação dos sistemas veiculares ao teor de até 32% de etanol. A elevação da mistura poderia ter sido implementada anteriormente sob o ponto de vista técnico, mas a decisão foi postergada diante das preocupações relacionadas aos possíveis efeitos sobre a inflação.
O cenário mudou com o aumento das incertezas no mercado internacional de petróleo, provocado pelo conflito no Oriente Médio e pelos riscos associados à segurança do abastecimento global de combustíveis. Em nota técnica, o MME considerou o diferencial de custos entre etanol e gasolina e avaliou que a maior competitividade do biocombustível tende a reduzir o custo médio da gasolina para o consumidor final, com potencial efeito de desaceleração da inflação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.