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15/Jul/2026

Petróleo: previsão de queda nos preços internacionais

O Citi manteve sua perspectiva de queda para os preços internacionais do petróleo em 2026 e 2027, apesar da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A instituição trabalha com um cenário-base em que o conflito se intensifica no curto prazo, mas evolui posteriormente para uma retomada das negociações diplomáticas, reduzindo o risco de interrupções prolongadas no abastecimento global. Um cenário de conflito prolongado capaz de comprometer de forma significativa os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz apresenta baixa probabilidade. A expectativa é de que, nas próximas semanas ou meses, prevaleça uma solução negociada entre as partes, o que reforça a visão de continuidade da trajetória de queda das cotações do petróleo. Um eventual acordo entre Estados Unidos e Irã poderá levar o barril de petróleo para a faixa entre US$ 50,00 e US$ 60,00, caracterizando oportunidade para produtores realizarem operações de proteção de preços (hedge).

O cenário permanece consistente com a expectativa de excesso de oferta no mercado internacional. As projeções do banco permanecem em média de US$ 75,00 por barril para o petróleo Brent no terceiro trimestre de 2026, US$ 70,00 por barril no quarto trimestre de 2026 e US$ 65,00 por barril ao longo de 2027. Embora os contratos tenham voltado a operar próximos de US$ 80,00 por barril após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma taxa de 20% para embarcações que atravessassem o Estreito de Ormuz, a posterior desistência da medida e sua substituição por acordos comerciais com países do Golfo reforçaram a avaliação de que os riscos para o fluxo internacional de petróleo tendem a ser temporários. Antes mesmo da escalada geopolítica, o mercado global já apresentava quadro de sobreoferta.

A expansão da produção por países fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), como Brasil, Estados Unidos, Canadá e Guiana, continua ampliando a disponibilidade de petróleo no mercado internacional. O mercado físico também apresenta elevada oferta de petróleo bruto, inclusive com refinarias asiáticas voltando a ofertar cargas aos Estados Unidos. O comportamento da China segue como um dos principais fatores de influência sobre os preços, uma vez que alterações no ritmo de formação de estoques pelo país têm potencial para ampliar ou reduzir a pressão sobre o mercado global. O aumento das cotas de produção da Opep+ e a saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo tendem a ampliar a capacidade produtiva disponível, contribuindo para manter o cenário de excedente de oferta e reforçando a expectativa de preços mais baixos nos próximos trimestres. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.