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10/Jul/2026

Gasolina: guerra adia plano de retirada de subsídio

O Ministério da Fazenda reafirmou que pretende retirar os subsídios concedidos aos combustíveis assim que o cenário internacional permitir, mas informou que a escalada das tensões no Oriente Médio exige cautela e acompanhamento diário da evolução dos preços e do abastecimento. A estratégia do governo permanece inalterada, conciliando medidas para proteger o mercado interno com o compromisso de responsabilidade fiscal. A recente deterioração do ambiente geopolítico, após declarações indicando o fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, elevou o nível de atenção do governo e adiou a retirada dos incentivos que ainda permanecem em vigor. A intenção inicial era encerrar o subsídio à gasolina, mas o agravamento do cenário externo levou o governo a reavaliar o cronograma.

A decisão dependerá do comportamento dos mercados internacionais de petróleo e da garantia de abastecimento doméstico. O governo acompanhará diariamente os desdobramentos da guerra e seus reflexos sobre os preços dos combustíveis para definir se mantém ou reduz as medidas atualmente em vigor, incluindo o Imposto de Exportação sobre o petróleo, cuja alíquota de 12% foi prorrogada temporariamente. De acordo com a equipe econômica, tanto os subsídios ao diesel quanto à gasolina permanecem ativos e serão retirados assim que houver condições de preservar o abastecimento interno e evitar impactos relevantes sobre os consumidores. O governo afirma estar preparado para adotar ou suspender medidas conforme a evolução do cenário internacional, mantendo o equilíbrio entre a proteção da população e o cumprimento das metas fiscais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.