08/Jul/2026
As cotações internacionais do petróleo avançaram nesta terça-feira (07/07), impulsionadas pela elevação do prêmio de risco geopolítico, após relatos de ataques a duas embarcações que navegavam nas proximidades do Estreito de Ormuz e pela intensificação das ofensivas ucranianas contra instalações ligadas ao setor petrolífero da Rússia. Os ataques envolveram um navio-tanque e uma embarcação de transporte de Gás Natural Liquefeito (GNL), ampliando as preocupações quanto à segurança da navegação em uma das principais rotas globais de exportação de petróleo.
Além dos episódios no Oriente Médio, a retomada dos ataques da Ucrânia contra ativos energéticos russos é outro fator de pressão. As ações deixaram de atingir apenas refinarias e passaram a incluir importantes portos marítimos utilizados para exportação de petróleo bruto. De acordo com a StoneX, anteriormente os ataques às refinarias reduziram a capacidade de processamento doméstico da Rússia, favorecendo o aumento das exportações de petróleo bruto. Com a ampliação das ofensivas para instalações portuárias, especialmente o Porto de Ust-Luga, cresce a preocupação de que também haja redução da capacidade de exportação do país, o que poderá restringir a oferta global de petróleo.
Esse cenário adiciona pressão ao balanço mundial de oferta e demanda da commodity e contribui para a valorização das cotações internacionais. Ainda não há confirmação sobre a autoria dos ataques registrados no Estreito de Ormuz. Embora algumas informações atribuam as ofensivas à Guarda Revolucionária do Irã, o episódio permanece cercado de incertezas. Independentemente da origem dos ataques, a consultoria avalia que o aumento dos riscos à navegação na região reforça as preocupações do mercado quanto à continuidade do abastecimento global de petróleo. A refinaria de petróleo de Omsk, a maior da Rússia, interrompeu as operações após um ataque de drone ucraniano.
A paralisação das operações na planta, que é a principal produtora de gasolina da Rússia, provavelmente agravará a escassez de combustível em todo o país. Uma unidade de destilação de petróleo bruto, CDU-10, que representa cerca de 38% da capacidade de produção da planta, com uma capacidade de 24.580 toneladas métricas por dia, pegou fogo e foi danificada no ataque. Outra unidade de processamento primário, CDU-11, também foi interrompida, que representa 37% da capacidade da planta e é capaz de processar 24.000 toneladas de petróleo por dia. A refinaria de petróleo de Omsk processou 22 milhões de toneladas de petróleo, ou cerca de 440.000 bpd, em 2024. Fontes: Broadcast Agro e Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.