08/Jul/2026
O licenciamento ambiental do primeiro poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, localizada na Margem Equatorial brasileira, estabeleceu uma base técnica que deverá facilitar a análise de futuros pedidos de exploração na região. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o processo gerou avanços metodológicos e operacionais tanto para o órgão ambiental quanto para a Petrobras, fortalecendo a avaliação de novos empreendimentos. O Ibama informa que a concessão da licença ambiental para o bloco FZA-M-59 decorreu de critérios técnicos, apesar do amplo debate institucional e político que envolveu o processo.
Entre a negativa emitida em 2023 e a aprovação concedida em 2025, foram implementados ajustes nos planos operacionais e criada infraestrutura adicional de resposta a emergências ambientais, incluindo centros de atendimento à fauna. De acordo com o órgão, o licenciamento do bloco FZA-M-59 amplia o respaldo técnico para a análise de outras áreas da Margem Equatorial, incluindo cinco blocos operados pela Petrobras arrematados na rodada de licitações de 2013, além de áreas adquiridas nos leilões realizados em 2025. Atualmente, sete poços distribuídos em cinco blocos permanecem em processo de licenciamento ambiental conjunto, permitindo ao Ibama avaliar de forma integrada os impactos ambientais cumulativos das atividades exploratórias na região.
A perfuração do poço Morpho sofreu atraso após a ocorrência de um vazamento em janeiro de 2026. Em decorrência do episódio, a Petrobras recebeu multa de R$ 2,5 milhões. A companhia prevê concluir a primeira fase da perfuração até 7 de agosto. Caso seja identificada uma descoberta comercial de petróleo ou gás natural, será necessária a abertura de um novo processo de licenciamento ambiental voltado à etapa de desenvolvimento e produção do campo, cuja tramitação poderá variar entre sete e dez anos. Fonte: Valor Online. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.