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07/Jul/2026

Etanol: preço cai no 1º trimestre da safra 2026/27

Em São Paulo, o primeiro trimestre da safra 2026/27 encerrou com queda nos preços dos etanóis anidro e hidratado. A média do hidratado nos meses de abril, maio e junho/26 foi de R$ 2,3510 por litro, forte recuo de 13,1% (em termos reais - IGP-M de junho/26) frente à média observada no mesmo período do ano passado. Quanto ao anidro, considerando-se apenas o mercado spot, a retração foi de 12,4% (também em termos reais), com média de R$ 2,6868 por litro. De modo geral, o recuo neste período esteve atrelado à maior oferta de etanol de cana-de-açúcar e de milho, com o avanço da safra. Na média das semanas cheias de junho, o preço do etanol hidratado foi de R$ 2,2365 por litro, pequeno recuo de 0,29% frente a maio. Em termos de volume, a quantidade do biocombustível comercializado pelas usinas de São Paulo diminuiu 9,06% no mesmo comparativo.

Para o etanol anidro, no mercado spot, a média foi de R$ 2,5303 por litro, queda de 1,58% de maio para junho. O volume negociado recuou apenas 1,8% no mesmo comparativo. As usinas tiveram dificuldades em seguir com as atividades industriais por conta das paralisações em algumas semanas de junho, devido às chuvas. Os preços ofertados chegaram a subir em alguns períodos do mês. Por outro lado, algumas unidades produtoras tiveram liquidez mais limitada, chegando a registrar preços mais baixos. A postura das distribuidoras seguiu cautelosa, com compradores adquirindo volumes pequenos (quantidades maiores foram fechadas em períodos anteriores). Nos últimos sete dias, especificamente, os volumes negociados em São Paulo registram recuo, com destaque para o produto vindo de outros Estados da Região Centro-Sul. Em junho, a quantidade total vendida pelas usinas de Mato Grosso do Sul somente no modal rodoviário foi a maior desde 2023.

Além disso, os compradores indicam baixa probabilidade de reação dos preços, diante do forte avanço da moagem. A maior disponibilidade de etanol amplia as opções de compra, com oferta em diferentes modais logísticos e preços mais competitivos. Pelo lado das usinas, poucas participam do mercado spot. Grande parte dos vendedores relata baixo interesse por parte dos compradores, o que resulta em um volume limitado de negócios. Nos casos em que são negociados volumes mais elevados, as transações ocorrem, em geral, a preços inferiores aos praticados anteriormente. O Indicador CEPEA/ESALQ tem média de R$ 2,2427 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins) no estado de São Paulo, recuo de 0,84% nos últimos sete dias. Para o etanol anidro, por outro lado, o Indicador CEPEA/ESALQ tem média de R$ 2,5808 por litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), alta de 1,17% na mesma base de comparação.

Em São Paulo, nos últimos sete dias, em relação aos preços entre os produtos do setor sucroenergético, o açúcar cristal está 22,13% acima do etanol hidratado e 10,76% superior ao etanol anidro. Entre os dois biocombustíveis, o preço do anidro é 10,23% maior que o do hidratado. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), a gasolina nos postos de São Paulo está cotada a R$ 6,45 por litro, estável nos últimos sete dias. No caso do etanol hidratado, a média é de R$ 3,81 por litro no mesmo comparativo. Com isso, a relação etanol/gasolina caiu para 59,1%. Em junho, as exportações brasileiras de etanol somaram 64 milhões de litros, acima do total verificado no mês anterior, de apenas 15 milhões de litros, mas ainda abaixo do registrado em junho/25, de 143,7 milhões de litros. A receita somou pouco mais de US$ 39,4 milhões em junho, contra apenas US$ 8,96 milhões em maio, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.