30/Jun/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York encerraram a sessão desta segunda-feira (29/06) em alta, impulsionados pela deterioração das condições climáticas em importantes regiões produtoras da Ásia, fator que reforçou as expectativas de um balanço global de oferta e demanda mais apertado na temporada 2026/27. O contrato com vencimento em outubro avançou 27 pontos, equivalente a 1,86%, e fechou a 14,78 centavos de dólar por libra-peso. O movimento foi sustentado pela revisão das projeções climáticas para a Índia.
A consultoria Skymet reduziu sua estimativa de precipitações para a atual temporada para um intervalo entre 84% e 85% da média histórica, abaixo dos 90% projetados pelo Departamento Meteorológico da Índia (IMD), elevando as preocupações quanto ao potencial produtivo do país. Na Tailândia, outro importante exportador mundial de açúcar, a permanência de condições de calor e seca continua limitando o desenvolvimento das lavouras.
Na Europa, temperaturas excepcionalmente elevadas registradas inicialmente na França e no Reino Unido também ampliam os riscos para a produção de beterraba açucareira, podendo reduzir a produtividade caso o cenário climático persista. Mesmo com a queda das cotações do petróleo durante a sessão, fator que normalmente reduz a competitividade do etanol e exerce pressão negativa sobre o mercado de açúcar, os contratos mantiveram trajetória de valorização. O petróleo era negociado a US$ 70,02 por barril, com recuo de 0,19%, mas as preocupações com a oferta global prevaleceram sobre esse fator.