30/Jun/2026
As companhias aéreas de longa distância poderão enfrentar aumento expressivo dos custos com compensação de emissões de carbono diante da perspectiva de escassez de créditos no mercado internacional. A expectativa é de que a oferta limitada desses ativos ambientais pressione os preços nos próximos anos, ampliando significativamente as despesas do setor com programas de descarbonização. Estudo da MSCI Carbon Markets projeta que o preço dos créditos de carbono poderá subir quase oito vezes até 2035, alcançando aproximadamente US$ 100,00 por tonelada. O movimento seria impulsionado pelo crescimento da demanda das companhias aéreas em ritmo superior à expansão da oferta de créditos disponíveis para compensação de emissões.
Nesse cenário, os custos acumulados da indústria aérea podem atingir até US$ 127 bilhões ao longo da vigência de um importante mecanismo internacional de redução de emissões, que exige das transportadoras a aquisição de créditos de carbono para compensar parte das emissões geradas por suas operações. A projeção reforça os desafios financeiros da aviação na transição para uma matriz de menor intensidade de carbono, especialmente diante da necessidade de conciliar metas ambientais com a disponibilidade limitada de créditos de compensação e com o avanço da demanda global por transporte aéreo. Fonte: Financial Times. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.