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24/Jun/2026

Açúcar: há espaço para recuperação dos preços

Segundo a Copersucar, os preços internacionais do açúcar operam em níveis considerados insustentáveis. Assim, a projeção é de recuperação das cotações ao longo da safra 2026/27. A avaliação é de que os valores atuais não refletem adequadamente os fundamentos globais de oferta e demanda e foram pressionados por movimentos financeiros que ampliaram a volatilidade do mercado. A forte desvalorização observada nos últimos meses ocorreu em um ambiente de influência crescente dos fundos de investimento, especialmente dos participantes com perfil especulativo. Esse movimento contribuiu para um descolamento temporário entre as cotações negociadas nas bolsas internacionais e as condições efetivas de abastecimento do mercado mundial. Os fundamentos permanecem mais equilibrados do que os preços sugerem.

O mercado global não enfrenta um cenário de excedente expressivo de produção, enquanto a demanda continua sustentada pelos principais países consumidores. Esse quadro reduz a probabilidade de manutenção prolongada das cotações nos níveis atuais. Outro fator apontado como suporte para os preços é a posição estratégica do Brasil no abastecimento mundial. O País segue como o principal exportador global de açúcar e mantém elevada competitividade em relação a outros fornecedores. A limitada capacidade de expansão rápida da oferta em regiões concorrentes reforça a importância da produção brasileira para o equilíbrio do mercado internacional. Além disso, a possibilidade de ocorrência de um El Niño mais intenso no segundo semestre de 2026 adiciona um componente de incerteza à oferta global.

O fenômeno pode afetar a produção de importantes concorrentes do Brasil, contribuindo para restringir a disponibilidade mundial da commodity e fortalecendo os fundamentos altistas para os preços. No mercado de etanol, a Copersucar observa um cenário distinto. A pressão sobre as cotações do biocombustível decorre de uma condição temporária de oferta superior à demanda, impulsionada pelo avanço da produção. A companhia avalia, porém, que a competitividade do etanol frente à gasolina tende a estimular o consumo ao longo da safra, favorecendo um reequilíbrio gradual do mercado. Diante desse contexto, a expectativa da empresa é de que tanto os fundamentos globais do açúcar quanto a relevância do Brasil na oferta internacional contribuam para uma recuperação das cotações ao longo da temporada 2026/27, reduzindo a distância entre os preços de mercado e os níveis considerados economicamente sustentáveis para o setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.