ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

24/Jun/2026

Açúcar: El Niño pode sustentar os preços globais

Segundo a Copersucar, a possível intensificação do fenômeno El Niño nos próximos meses tende a oferecer suporte aos preços internacionais do açúcar, ao mesmo tempo em que cria desafios operacionais para a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil. É um cenário potencialmente favorável para os fundamentos do mercado global, mas com incertezas sobre os impactos efetivos na produção e na logística brasileira. O aumento das chuvas associado ao El Niño pode comprometer as safras de importantes concorrentes do Brasil no mercado internacional de açúcar. A redução da oferta em outros países teria potencial para fortalecer as cotações da commodity, em um momento em que o mercado acompanha atentamente os efeitos climáticos sobre a produção global.

No Brasil, os efeitos podem ser distintos. O incremento das precipitações durante o inverno tende a favorecer o desenvolvimento dos canaviais, contribuindo para melhores condições vegetativas e potencial aumento da produtividade agrícola. Esse cenário poderia resultar em maior disponibilidade de matéria-prima para a indústria sucroenergética. Entretanto, uma produção agrícola mais robusta não garante necessariamente aumento da moagem ou das exportações. Chuvas excessivas durante a reta final da safra podem dificultar o acesso às lavouras, reduzir o ritmo de colheita e limitar o processamento da cana pelas usinas.

Além disso, condições climáticas adversas podem afetar operações logísticas e embarques destinados ao mercado externo. A avaliação da Copersucar ocorre em um momento em que diferentes análises climáticas apontam para a consolidação de um novo ciclo de El Niño no segundo semestre de 2026. Relatórios recentes indicam que o fenômeno pode beneficiar culturas como soja, milho e trigo no Sul da América do Sul, ao mesmo tempo em que amplia riscos de déficit hídrico em regiões do Centro-Norte brasileiro. Para o mercado de açúcar, o balanço entre ganhos de produtividade agrícola e eventuais limitações operacionais será determinante para medir os impactos efetivos sobre a oferta brasileira.

Caso as chuvas ocorram em intensidade moderada, favorecendo o desenvolvimento dos canaviais sem comprometer a colheita e a moagem, o Brasil poderá ampliar sua competitividade. Por outro lado, precipitações excessivas no encerramento da safra podem restringir a capacidade de processamento e limitar o aproveitamento da produção adicional. Nesse contexto, o comportamento climático nos próximos meses deverá permanecer como um dos principais fatores de formação de preços no mercado internacional de açúcar, influenciando tanto as perspectivas de oferta global quanto o desempenho da principal região produtora do mundo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.