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24/Jun/2026

Petrobras defende uso de múltiplas fontes de energia

A Petrobras mantém uma estratégia baseada na convivência de diferentes fontes de energia no contexto da transição energética, defendendo a ampliação da oferta energética como fator de desenvolvimento econômico e social. A empresa tem ampliado investimentos em pesquisa e inovação, com foco em tecnologias relacionadas à descarbonização e à expansão da oferta energética. A companhia vem registrando crescimento no número de patentes, apoiadas pelo Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação (Cenpes). A Petrobras mantém aproximadamente US$ 4 bilhões em investimentos em pesquisa, com a meta de direcionar cerca de 40% desse montante para projetos ligados à transição energética, novas tecnologias e redução de emissões.

Entre as iniciativas já em operação, foi destacado o Diesel R5, combustível produzido por coprocessamento com 5% de conteúdo renovável, além do bunker VLS B24, combustível marítimo com 24% de biodiesel, com potencial de redução de cerca de 20% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação a alternativas fósseis. A companhia também aprovou recentemente sua primeira planta de biorrefino integralmente renovável, voltada à produção de combustíveis de menor intensidade de carbono, alinhada à estratégia de transição energética da estatal. No campo de inovação futura, foi mencionada a possibilidade de desenvolvimento e uso de Small Modular Reactors, tecnologia nuclear ainda em fase de evolução, condicionada a avanços tecnológicos e estruturais. A estratégia de é a integração entre diferentes matrizes energéticas, combinando expansão de oferta, inovação tecnológica e redução gradual de emissões no processo de transição energética.

Ainda, falta apenas um dos cinco pacotes licitados para a construção da primeira planta de bioquerosene de aviação (bioQAV) da companhia, na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, São Paulo. As obras devem começar em outubro. A diferença entre o combustível sustentável de aviação (SAF) e o bioQAV é que o SAF tem apenas parte de combustível verde, enquanto o bioQAV é formado totalmente por matéria-prima limpa. No caso da RPBC, a matéria-prima utilizada será o óleo de soja e sebo bovino. A Refinaria de Paulínia (Replan) será a próxima a receber uma planta dedicada somente à produção de biocombustíveis, só que neste caso será usado etanol para produção de combustível de aviação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.