23/Jun/2026
Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (22/06) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), as usinas do Centro-Sul processaram 41,550 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de maio da safra 2026/27, volume 13,08% inferior às 47,801 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ciclo anterior. No período, estiveram em operação 250 unidades produtoras na região, sendo 231 usinas com processamento de cana-de-açúcar, 10 unidades produtoras de etanol de milho e 9 sinas flexíveis. Em igual quinzena da safra 2025/26, operavam 253 unidades. Durante a segunda metade de maio, quatro usinas iniciaram suas atividades de moagem. Apesar da redução no volume processado, a qualidade da matéria-prima apresentou melhora.
O índice de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) atingiu 125,87 quilos por tonelada de cana-de-açúcar, avanço de 1,09% em relação ao mesmo período da safra anterior. A produção de açúcar totalizou 2,201 milhões de toneladas na quinzena, registrando queda de 25,62% na comparação anual. O resultado reflete a maior destinação da matéria-prima para a fabricação de biocombustíveis. A produção de etanol alcançou 2,129 bilhões de litros, crescimento de 4,56% em relação à segunda quinzena de maio da safra passada. Desse total, o etanol hidratado somou 1,333 bilhão de litros, aumento de 8,32%, enquanto o etanol anidro atingiu 796 milhões de litros, com recuo de 1,19%. O mix produtivo permaneceu fortemente direcionado ao biocombustível.
Na segunda metade de maio, 55,83% da cana-de-açúcar processada foi destinada à produção de etanol, percentual superior aos 47,82% observados no mesmo período da safra 2025/26. O etanol de milho continuou ampliando sua participação na oferta total de biocombustível. Na quinzena, foram produzidos 413,20 milhões de litros a partir do cereal, volume 12,38% superior ao registrado um ano antes. O montante representou 19,41% de toda a produção de etanol do Centro-Sul no período. O desempenho evidencia a crescente relevância do etanol de milho na matriz de biocombustíveis brasileira e reforça a estratégia das usinas de priorizar a produção de etanol diante das condições de mercado observadas na safra 2026/27. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.