16/Jun/2026
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) foi convocado para uma reunião extraordinária em 24 de junho de 2026, quando deverá deliberar sobre a elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A proposta de ampliação da mistura de etanol avança após a conclusão de estudos técnicos conduzidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Os testes realizados em veículos indicaram ausência de impactos relevantes sobre desempenho, dirigibilidade, emissões de poluentes e consumo de combustível. Os resultados apontaram plena capacidade de adaptação dos sistemas veiculares à utilização de gasolina com até 32% de etanol anidro. Do ponto de vista técnico, a medida já apresentava condições para implementação anteriormente. Entretanto, preocupações relacionadas aos possíveis efeitos sobre a inflação contribuíram para o adiamento da decisão. O cenário internacional alterou essa avaliação.
A intensificação das tensões no Oriente Médio e a volatilidade observada nos preços do petróleo ampliaram os riscos para o abastecimento global de combustíveis e reforçaram a busca por alternativas capazes de reduzir a dependência de derivados fósseis. Análises técnicas elaboradas pelo governo indicam que o etanol apresenta atualmente maior competitividade em relação à gasolina. Nesse contexto, a ampliação da participação do biocombustível na mistura tende a reduzir o custo médio do combustível ao consumidor final, criando potencial efeito desinflacionário sobre os preços. A proposta em discussão prevê caráter excepcional e temporário para a elevação da mistura para 32%. A medida teria vigência inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período mediante nova deliberação do CNPE. A extensão do prazo dependerá da manutenção dos efeitos esperados sobre os preços dos combustíveis e sobre a inflação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.