01/Jun/2026
Segundo levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o etanol hidratado registrou a maior queda entre os combustíveis monitorados em maio, com recuo de 5,6% no mês e preço médio nacional de R$ 4,488 por litro, O movimento ocorreu após as elevações observadas entre março e abril e foi impulsionado principalmente pelo avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul, que ampliou a oferta do biocombustível. O levantamento mostrou retração disseminada entre os combustíveis no período. O diesel comum e o diesel S-10 recuaram 3,3% em maio, enquanto as gasolinas comum e aditivada tiveram queda de 1%. O gás natural veicular (GNV) foi o único combustível a registrar alta no período, de 0,3%. Na média nacional, os preços apurados em maio ficaram em R$ 7,218 por litro para o diesel S-10, R$ 7,135 para o diesel comum, R$ 6,889 para a gasolina aditivada, R$ 6,752 para a gasolina comum, R$ 4,574 para o GNV e R$ 4,488 para o etanol hidratado.
Entre os Estados, o Distrito Federal apresentou a maior queda para o etanol hidratado, de 10,0%, com preço médio de R$ 4,528 por litro. Em seguida apareceram São Paulo, com retração de 7,2% e preço médio de R$ 4,200; Minas Gerais, com queda de 6,0% e média de R$ 4,522; Paraná, com recuo de 5,1% e preço de R$ 4,534; e Mato Grosso, com baixa de 4,9% e média de R$ 4,418 por litro. Apesar do recuo observado em maio, os combustíveis fósseis seguem acumulando altas expressivas em 2026 e no acumulado de 12 meses, refletindo a volatilidade internacional do petróleo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio e os efeitos de repasses ao mercado doméstico. De janeiro a maio, o diesel S-10 acumula alta de 16,8%, seguido pelo diesel comum, com avanço de 16,6%. A gasolina comum sobe 7,5% no período, enquanto a gasolina aditivada avança 7,2%. O etanol hidratado apresenta leve alta acumulada de 0,3%, enquanto o GNV registra queda de 1,6%. No acumulado de 12 meses, o diesel S-10 sobe 16,1% e o diesel comum, 15,7%. A gasolina comum registra valorização de 6,1%, a gasolina aditivada de 5,9% e o etanol hidratado de 2,6%.
O GNV apresenta retração de 4,9% no período. A Fipe atribui a queda mais intensa do etanol ao avanço mais forte da safra no Centro-Sul, fator que elevou a disponibilidade do biocombustível e ampliou sua competitividade frente à gasolina em diferentes mercados regionais. Na leitura semanal, o etanol atingiu a mínima do ano na semana de 23 de maio, ao alcançar R$ 4,40 por litro, mantendo sequência de recuos iniciada na segunda quinzena de abril. Diesel S-10 e gasolina comum também apresentaram acomodação gradual ao longo do mês, embora permaneçam acima dos níveis observados no início do ano. O levantamento também indicou melhora no poder de compra das famílias brasileiras no primeiro trimestre de 2026. Segundo cálculos da Fipe com base na Pnad Contínua do IBGE, o abastecimento de um tanque de 55 litros com gasolina comum consumiu 5,5% da renda domiciliar média, o menor nível para o período desde o início da série histórica, em 2017. O peso do abastecimento permanece mais elevado na Região Norte, com 8,5% da renda, e na Região Nordeste, com 7,5%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.