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01/Jun/2026

Raízen: incertezas sobre o plano de recuperação

O braço de investimentos do Banco do Brasil (BB-BI) avaliou como "profundo" o plano de recuperação extrajudicial divulgado pela Raízen. O material foi apresentado para dar transparência às negociações e ainda não conta com documentos definitivos formalizados, de modo que, neste momento, não cabe ação por parte dos investidores ou credores. Na síntese do banco, a proposta busca "equilibrar" preservação operacional e reequilíbrio financeiro, mas ainda carrega "elevada incerteza no curto prazo", tanto pela necessidade de formalização das medidas quanto pela execução futura do plano, que dependerá de disciplina financeira, entrega operacional e avanço nos desinvestimentos, especialmente na Argentina.

A proposta sinaliza uma recuperação heterogênea entre credores, incentivando adesão a instrumentos mais longos e participação no potencial de valorização via equity, apesar das incertezas. Na avaliação do BB-BI, os acionistas, especialmente os minoritários, correm risco de "diluição relevante" e potencial perda de controle econômico, uma vez que a conversão de dívida em ações e o aporte de até R$ 4 bilhões ocorreriam ao preço de R$ 0,25 por ação. O relatório também aponta que a nova governança prevê predominância dos credores no conselho de administração.

Além disso, o plano inclui a separação dos negócios em Raízen Energia e Raízen Combustíveis, permitindo estratégias distintas de desalavancagem, monetização de ativos e eventual entrada de novos investidores. O BB-BI cita ainda compromisso com desinvestimentos, simplificação do portfólio e melhora operacional, sobretudo na divisão de Etanol, Açúcar e Bioenergia (EAB), que vem pressionando a geração de caixa. No relatório, o BB-BI não apresenta recomendação de investimento nem preço-alvo para as ações da Raízen. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.