29/May/2026
O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) registrou lucro líquido de R$ 39,916 milhões no quarto trimestre da safra 2025/26, encerrado em março, queda de 5,1% ante igual período da temporada anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 40,558 milhões, queda de 15,6%, enquanto a receita líquida avançou 6,6%, para R$ 120,977 milhões. A margem Ebitda do CTC recuou 8,8%, para 33,5%, no quarto trimestre. Já os investimentos em P&D aumentaram 22%, para R$ 79,595 milhões. O diretor financeiro e de relações com investidores do CTC, Paulo Polezi, atribuiu a pressão sobre a margem do quarto trimestre a uma concentração de despesas operacionais no período. "Tivemos um efeito do calendário. O setor acaba concentrando muita entrega de projetos, compromissos e consultorias no último trimestre", afirmou. No acumulado da safra 2025/26, o CTC registrou lucro líquido de R$ 216,474 milhões, alta de 23,2% ante a temporada anterior.
O Ebitda cresceu 10,4%, para R$ 218,721 milhões, enquanto a receita líquida avançou 11,3%, para R$ 470,58 milhões. Os investimentos em P&D somaram R$ 268,035 milhões, aumento de 14,6%. A companhia encerrou a safra com caixa líquido de R$ 501,658 milhões. Polezi afirmou que o desempenho anual refletiu crescimento de receita e manutenção da rentabilidade, apesar da intensificação dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). "As receitas cresceram dois dígitos. Os custos cresceram nessa proporção também, principalmente calcados nos investimentos de P&D e reforços de estrutura. E o Ebitda resultante foi mantido", disse. Segundo o CEO do CTC, Cesar Barros, os resultados refletem o avanço das frentes de inovação da companhia e o fortalecimento da presença comercial. "Fechamos a safra com seis pontos de ganho de market share de plantio. Para nós é uma marca muito significativa", afirmou.
Segundo ele, o CTC encerrou a safra com 32% de participação no mercado de plantio e com a variedade CTC 9006 como a mais plantada entre os clientes da companhia. O executivo destacou ainda os avanços na plataforma CTC Advana e na área de biotecnologia. "A CTC Advana 1 chegou em mais de 268 clientes já no lançamento comercial. É o maior lançamento que fizemos na nossa história", disse. Barros lembrou que a companhia também obteve aprovação da CTNBio para a primeira variedade da plataforma VerdPRO2, voltada ao controle da broca e manejo de plantas daninhas. Na frente de sementes sintéticas, o CEO ressaltou a inauguração da Unidade de Produção de Sementes Sintéticas (UPS) e os testes em campo. "Plantamos 20 hectares já mecanizados, parte nas estações do CTC e parte em clientes", afirmou. Segundo ele, a companhia pretende ampliar a área para cerca de 100 hectares na safra 2026/27. O CTC avalia que ainda há amplo espaço para expansão de participação de mercado após encerrar a safra 2025/26 com market share de plantio de 32%, avanço de 6% em relação à temporada anterior.
Segundo o CEO da companhia, Cesar Barros, o crescimento foi o maior registrado pelo CTC em muitos anos e ocorreu de forma distribuída nas principais regiões do Centro-Sul. "Fazia muitos anos que não tínhamos um ganho significativo assim de market share", afirmou. De acordo com o executivo, o avanço foi impulsionado principalmente pelas variedades lançadas a partir de 2020, com destaque para a CTC 9006, que se tornou a variedade mais plantada entre os clientes da companhia na safra. "Esse foi o principal impacto", disse Barros, ao comentar o desempenho do portfólio mais recente. O CEO destacou ainda o desempenho da plataforma CTC Advana. A variedade CTC Advana 1 alcançou 268 usuários logo no lançamento comercial, tornando-se o maior lançamento da história da companhia em número de clientes. "É um ciclo de produtos recentes do CTC que têm apresentado performance muito boa nos nossos clientes", afirmou.
Apesar do ganho expressivo no plantio, Barros ressaltou que o market share de cultivo do CTC ainda permanece abaixo de 20%, o que, segundo ele, evidencia o potencial de crescimento da companhia nos próximos anos. "Então tem muito espaço para crescermos", afirmou. Segundo o executivo, a dinâmica do setor sucroenergético faz com que os ganhos de participação apareçam de forma gradual, acompanhando o ciclo de multiplicação de mudas. "É lento para aparecer, mas depois existe um fator de inércia", afirmou. Para a safra 2026/27, a expectativa do CTC é de continuidade do avanço comercial, sustentado pela ampliação da disponibilidade de mudas e pela boa performance agronômica das variedades mais recentes. "Todos os indicativos iniciais são de que nosso portfólio está indo muito bem nos clientes", afirmou Barros. O executivo ponderou que a companhia não trabalha com uma projeção fechada de participação de mercado, mas afirmou esperar "um crescimento substancial" ao longo da safra de 2026/27. Segundo ele, a sequência de lançamentos recentes deve sustentar a expansão da companhia nos próximos ciclos. Fonte: Broadcast Agro.