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29/May/2026

Combustíveis: Petrobras reajusta preço da gasolina

A Petrobras aumentou o preço da gasolina nesta quinta-feira (28/05), após 122 dias sem reajuste. A alta será de R$ 0,48 por litro, mas, com a adesão da companhia ao programa de subvenção do governo, será dado um desconto de R$ 0,44 por litro, resultando em uma alta de 1,5% para as distribuidoras. Dessa forma, o efeito para as distribuidoras e para o consumidor final é mitigado pela subvenção econômica concedida. Para as distribuidoras, o preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um aumento residual de R$ 0,04 por litro.

Para o consumidor final, considerando que a gasolina C vendida nos postos de abastecimento é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03 por litro de gasolina C vendida nas bombas. Esse valor é 27,6% menor do que o preço praticado em 31 de dezembro de 2022. O reajuste é menos da metade da defasagem dos preços da Petrobras em relação ao mercado internacional.

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem da gasolina nas refinarias da estatal no fechamento de quarta-feira (27/05), era de 55%, abrindo espaço para alta de R$ 1,37 por litro. O reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A para as distribuidoras pela Petrobras deve ter um efeito de cerca de 2 pontos-base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, calcula a Warren Investimentos.

Isso considerando um desconto de R$ 0,44 por litro no âmbito da subvenção econômica criada pelo governo federal por meio da MP nº 1.358/2026, conforme também informado pela companhia. Para o consumidor final, a estimativa é de impacto de aproximadamente 0,42% na gasolina na bomba, com efeito de cerca de 2 bps no IPCA, uma vez que a subvenção compensará grande parte do reajuste anunciado pela Petrobras. O efeito líquido para as distribuidoras, na prática, será bastante reduzido. A medida reduz significativamente o repasse potencial do choque de petróleo para a inflação de curto prazo, ao menos neste primeiro momento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.