29/May/2026
A Equinor vai investir R$ 17,2 milhões em um projeto voltado à ampliação da produção de biometano a partir de resíduos gerados pela cadeia sucroenergética na Região Sudeste. A iniciativa, denominada Res2Bio, terá duração de 42 meses e contará ainda com aporte adicional de R$ 9,2 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). O projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) avaliará o potencial de aproveitamento de resíduos como bagaço de cana-de-açúcar, palha e vinhaça para a produção de biometano.
A proposta busca ampliar a eficiência da conversão energética dos resíduos oriundos da produção de etanol. Entre as etapas previstas estão a análise de diferentes métodos de pré-tratamento dos resíduos, a combinação de matérias-primas para elevar a geração de biogás e o aperfeiçoamento dos processos de purificação para separação do metano de outros gases, adequando o produto aos padrões de mercado. O projeto reúne instituições brasileiras e internacionais de pesquisa. Participam da iniciativa o Centro Paulista de Estudos em Biogás e Bioprodutos (CP2B), vinculado à Unicamp, e o Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
O trabalho também conta com apoio de pesquisadores da Universidade de Aalborg, da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida (NMBU) e do Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia (NIBIO). O CP2B integra o Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (NIPE) da Unicamp e é cofinanciado pela Fapesp, em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e a Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas.
A Equinor avalia que o projeto possui potencial para ampliar a geração de valor na cadeia de biocombustíveis e contribuir para o avanço tecnológico do setor energético. O biometano é considerado estratégico para a transição energética por possibilitar substituição parcial do gás fóssil sem necessidade de grandes adaptações na infraestrutura existente. O aproveitamento dos resíduos orgânicos gerados pela produção de etanol também tende a reduzir emissões de metano decorrentes da decomposição natural desses materiais, ampliando os ganhos ambientais associados à cadeia sucroenergética. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.