26/May/2026
O governo federal prevê concluir na primeira quinzena de junho a decisão sobre o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, medida que será submetida à deliberação do Conselho Nacional de Política Energética. A sinalização foi feita pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A proposta de ampliação da mistura foi encaminhada ao CNPE em meio ao cenário de volatilidade nos preços internacionais do petróleo decorrente da guerra no Irã e dos riscos associados ao abastecimento global de combustíveis.
Não há expectativa de resistência relevante à adoção do E32 no conselho, diferentemente das discussões envolvendo o aumento da mistura de biodiesel de 15% para 17%, ainda em análise técnica. Os estudos conduzidos com veículos leves e motocicletas representativos da frota nacional indicaram ausência de impactos relevantes sobre desempenho, dirigibilidade, emissões e consumo de combustível, além de compatibilidade dos sistemas veiculares com teor de etanol de até 32%.
A ampliação da mistura também é considerada uma medida com potencial de reduzir o custo médio da gasolina C ao consumidor, contribuindo para efeitos desinflacionários e redução da dependência de importações. Em 2025, o Brasil importou 3,5 bilhões de litros de gasolina. O governo também avalia que o avanço da participação do etanol fortalece a segurança energética do País em meio às tensões geopolíticas internacionais. No caso do diesel, entretanto, a limitação da capacidade nacional de refino ainda mantém elevada dependência externa, levando o País a exportar petróleo bruto e importar derivados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.