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25/May/2026

Açúcar: exportação da Tailândia pressiona futuros

Os contratos futuros de açúcar demerara encerraram a sessão de sexta-feira (22/05) em queda na Bolsa de Nova York, devolvendo parte da recuperação observada no pregão anterior. O vencimento julho, referência atual do mercado, recuou 20 pontos, ou 1,34%, e fechou a 14,70 centavos de dólar por libra-peso. A pressão baixista foi influenciada principalmente pelo avanço das exportações da Tailândia e pela valorização do dólar no mercado internacional. Dados da Barchart indicam que os embarques de açúcar do país asiático, segundo maior exportador global da commodity, aumentaram 29% no acumulado de janeiro a abril de 2026 ante igual período do ano anterior, somando 1,6 milhão de toneladas.

No ambiente macroeconômico, o índice dólar (DXY) avançou 0,04%, para 99,228 pontos, movimento que reduz a competitividade das commodities precificadas na moeda norte-americana para compradores de outras divisas. Além disso, o mercado adotou postura mais defensiva antes do feriado prolongado do Memorial Day nos Estados Unidos nesta segunda-feira (25/05). O petróleo também contribuiu para o enfraquecimento das commodities agrícolas. O WTI caiu 0,72%, encerrando a US$ 95,66 por barril, reduzindo o suporte inflacionário para o complexo de soft commodities. O sentimento de oferta confortável no curto prazo continuou sendo sustentado pelas projeções da Organização Internacional do Açúcar (OIA).

A entidade revisou para cima sua estimativa para a safra global 2025/26, projetando produção recorde de 182 milhões de toneladas, alta de 3,5% sobre o ciclo anterior. Também elevou a previsão de superávit mundial de 1,22 milhão para 2,20 milhões de toneladas. Por outro lado, fatores climáticos limitaram perdas mais acentuadas. O mercado segue monitorando os riscos associados ao fenômeno El Niño sobre os canaviais da Ásia e do Brasil. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) estima probabilidade de 82% de formação do fenômeno entre maio e julho, além de 67% de chance de ocorrência de um Super El Niño até o fim de 2026.