19/May/2026
Os contratos futuros de açúcar demerara fecharam em queda na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (18/05), pressionados pela revisão das estimativas globais de oferta da Organização Internacional do Açúcar (ISO). O contrato julho, referência do mercado, recuou 0,47%, equivalente a 7 pontos, e fechou a 14,73 centavos de dólar por libra-peso, no menor nível em uma semana. A ISO revisou para cima sua projeção de produção global de açúcar no ciclo 2025/26, estimando safra recorde de 182 milhões de toneladas, avanço de 3,5% em relação ao ciclo anterior.
Com isso, a entidade elevou a previsão de superávit global de 1,22 milhão de toneladas, estimado em fevereiro, para 2,2 milhões de toneladas, consolidando recuperação após o déficit observado na temporada anterior. O mercado também acompanhou os desdobramentos da política de combustíveis no Brasil. A medida provisória do governo federal para subsidiar parcialmente a gasolina ampliou avaliações de que a redução dos preços do combustível fóssil nas bombas pode reduzir a competitividade do etanol e estimular maior direcionamento de cana-de-açúcar para produção de açúcar. Apesar disso, agentes do setor ponderam que o etanol continua apresentando remuneração mais favorável no mercado doméstico em relação ao açúcar no mercado internacional.
Além disso, a implementação da mistura E32 pode gerar demanda adicional de até 1 bilhão de litros de etanol, fator que tende a limitar alterações significativas no mix de produção das usinas. As perdas do açúcar foram parcialmente limitadas pela valorização do petróleo no fim do pregão e pela perspectiva de déficit global no ciclo subsequente. O petróleo WTI avançou 1,89%, para US$ 102,93 por barril, refletindo as tensões envolvendo o Estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, o índice dólar (DXY) recuou 0,26%, para 99,009 pontos, tornando a commodity mais competitiva para compradores detentores de outras moedas.