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19/May/2026

Açúcar: OIA eleva superávit global em 2025/2026

De acordo com a terceira revisão do balanço global divulgada pela Organização Internacional do Açúcar (OIA), o mercado mundial de açúcar deve registrar superávit de 2,244 milhões de toneladas na safra 2025/26, O resultado indica aumento da oferta em relação às estimativas anteriores e reforça a perspectiva de recomposição parcial após o déficit observado no ciclo 2024/25. Para a safra 2024/25, a entidade revisou o déficit global para 3,196 milhões de toneladas, abaixo da estimativa anterior de 3,464 milhões de toneladas, indicando um cenário menos apertado do que o projetado anteriormente.

No ciclo 2025/26, o consumo mundial de açúcar deve crescer 0,39%, para 179,76 milhões de toneladas. Apesar da volta ao superávit, o saldo comercial global foi estimado em apenas 900 mil toneladas, abaixo do excedente entre produção e consumo, o que indica recomposição parcial de estoques ao longo da temporada. O índice estoque/uso foi projetado em 44,15% em 2025/26, leve alta em relação à mínima de 15 anos registrada no ciclo anterior. O indicador aponta mercado ainda relativamente ajustado, mesmo com melhora no balanço global.

A OIA manteve avaliação neutra para os preços do açúcar no horizonte de três meses, com atenção voltada ao ritmo das exportações do Centro-Sul do Brasil, à formação preventiva de estoques e às decisões sobre o mix de produção entre açúcar e etanol no País. No mercado de etanol combustível, a produção global deve atingir 123,1 bilhões de litros em 2025, alta de 3,3% ante o ano anterior, com avanço projetado para 129,4 bilhões de litros em 2026. O consumo é estimado em 122,9 bilhões de litros em 2025 e em 126,9 bilhões em 2026.

O conflito no Golfo Pérsico acelerou discussões sobre políticas de biocombustíveis em diferentes regiões desde fevereiro, com Brasil, Índia e União Europeia avaliando elevações nas misturas obrigatórias de etanol na gasolina. A recente queda dos preços do açúcar tende a favorecer maior direcionamento de cana para etanol no Centro-Sul do Brasil em 2026/27, além da expansão do etanol de milho em mercados como Brasil e Índia, ampliando a diversificação de matérias-primas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.