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19/May/2026

Gasolina acumula defasagem de até 90% no Brasil

Os preços da gasolina e do diesel no Brasil encerraram a última semana com forte defasagem em relação ao mercado internacional após a disparada do petróleo, que superou US$ 111,00 por barril. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a gasolina comercializada nas refinarias da Petrobras acumulava defasagem média de 88% em relação aos preços praticados no Golfo do México, principal referência internacional para os combustíveis. Com esse nível de diferença, haveria espaço para reajuste de R$ 2,22 por litro da gasolina nas refinarias da estatal. No polo de Araucária (PR), a defasagem chegou a 90%, o maior nível registrado entre as unidades monitoradas.

A gasolina está sem reajuste nas refinarias da Petrobras há 112 dias, enquanto o diesel permanece sem alteração há 66 dias. O mercado acompanha a possibilidade de reajuste dos combustíveis após o governo anunciar um programa de subvenção destinado a reduzir impactos ao consumidor final. A Petrobras informou que ainda avalia as regras do programa e que não aderiu à iniciativa até o momento. A estatal também monitora os efeitos da concorrência com o etanol, que vem limitando o repasse integral da alta internacional do petróleo aos preços domésticos da gasolina. A pressão competitiva do biocombustível influencia inclusive a Refinaria de Mataripe (BA), que adota política baseada em paridade de importação (PPI).

No dia 15 de maio, a unidade registrava defasagem de 20% em relação ao mercado internacional. No diesel, os preços médios praticados pela Petrobras estavam 48% abaixo da referência internacional, indicando potencial de alta de R$ 1,75 por litro. A Refinaria de Mataripe operava com preços do diesel 4% acima do Golfo do México, mesmo após reduzir os valores do combustível na última semana. A escalada dos preços internacionais do petróleo ocorre em meio ao agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, elevando preocupações sobre inflação, logística, custos de produção e combustíveis no mercado global. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.