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15/May/2026

Cana: projeção de safra mais alcooleira em 2026/27

Segundo a Copersucar, as usinas brasileiras devem direcionar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de etanol na safra 2026/27, diante da piora dos preços internacionais do açúcar e da maior rentabilidade do biocombustível no mercado doméstico. Mesmo sem a implementação do E32 (aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%), o mix das usinas já tende a ser mais alcooleiro. O avanço do etanol ocorre em um cenário de deterioração das cotações globais do açúcar e melhor remuneração do biocombustível no mercado interno. O aumento da mistura está previsto na lei do Combustível do Futuro, que estabelece ampliação gradual da participação do etanol na gasolina até 35%.

A medida ainda depende de decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), após sucessivos adiamentos da reunião que trataria do tema. O E32 deve avançar nos próximos meses. O principal fator de definição do mix continuará sendo a relação de preços entre açúcar e etanol ao longo da safra. Atualmente, o etanol oferece remuneração superior à da commodity açucareira, incentivando maior direcionamento da cana para o mercado doméstico de combustíveis. Ainda, a decisão da Índia de suspender as exportações de açúcar até 30 de setembro para conter os preços internos favorece o Brasil, mas não altera de forma significativa o equilíbrio global do mercado, já que o País já ocupa posição dominante nas exportações mundiais de açúcar, com custos mais competitivos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.