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14/May/2026

Açúcar: déficit global sustenta os preços futuros

Os contratos futuros de açúcar demerara encerraram em forte alta na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (13/05), alcançando o maior nível em uma semana, sustentados por revisões de consultorias internacionais que indicam aumento do déficit global no ciclo 2026/27. O contrato com vencimento em julho avançou 37 pontos, equivalente a 2,47%, e fechou a 15,38 centavos de dólar por libra-peso. O movimento foi impulsionado principalmente por ajustes nas projeções de oferta e demanda global do açúcar. A Datagro elevou a estimativa de déficit mundial para 2026/27 de 2,26 milhões para 3,17 milhões de toneladas.

A StoneX passou a projetar déficit de 550 mil toneladas, revertendo o superávit de 2,3 milhões de toneladas observado na safra anterior. O Citigroup estima produção brasileira de 39,5 milhões de toneladas no novo ciclo, abaixo das 43,95 milhões de toneladas projetadas pela Conab, com destaque para a influência do mix energético, que direciona maior parcela da cana-de-açúcar para a produção de etanol. Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) indicam retração na produção de açúcar no Centro-Sul na primeira quinzena de abril, com queda de 11,95% e participação de apenas 32,9% da cana-de-açúcar destinada ao açúcar, reforçando o cenário de oferta mais restrita.

No campo climático, há alertas de que a intensificação do fenômeno El Niño pode afetar a produção na Índia e na Tailândia nos próximos 6 a 12 meses, ampliando o risco de restrição na oferta global. Por outro lado, o avanço do dólar tende a limitar ganhos adicionais ao encarecer o açúcar para compradores de outras moedas. A Índia deve registrar superávit de 2,5 milhões de toneladas em 2026/27, enquanto China e Tailândia mantêm níveis elevados de produção, o que sustenta a percepção de oferta relativamente confortável no curto prazo. O petróleo WTI recuou 0,25%, cotado a US$ 101,92 por barril.